Terça-feira, Junho 30, 2009

[Top 10 July 2009]

1) Yasmeen - Ready Or Not (A Copyright Production) (All mixes)

Depois do Wiseman, o Ready or Not é o hit do momento. Imperdível. Muito bom. muito bom mesmo!

2) Grant Nelson - Brave New World (Original Mix)

Grant Nelson sempre fazendo uma boa produção pra manter o espírito da House Music sempre ascendente.

3) Knee Deep - Gypsy Bucket (Sick Love EP)

Pegaram a batida do Masters at Work do "Pizza Hamburguer Guaraná" (Bucketheads - The Bomb!) e transformou num groove que lembra o Halloween. Ficou simpático, deve funcionar, porque esses beats são fodas!


4) Roy Davis Jr. Ft. Terry Dexter - Horizon (Incl. Andre Harris, Aaron Jerome & Jason B Mixes)

Vocais bem voltados do R&B, deliciosos, e as batidas em torno de 123bpm, ótimo para começar um long set no começo da noite.

5) Lewis Ferrer ft Mavis Acqua - Love Is On Its Way (Dutchican Soul Deeper Dub)

Batidas quebradas e um groove gritante pra não deixar nada parado. É pra detonar mesmo.

6) Hideo Kobayashi - Listen To The Voice (Rasmus Faber Remix)

Hideo Kobayashi no remix do Rasmus Faber, meio latino mas funciona num BPM mais rápido. Gostei.

7) Bryan Jones - Represent EP (All Tracks)

Esse EP do Bryan Jones é TODO bom. Altas batidas poderosas e grooveantes. Os arranjos da faixa "Represent" lembra bastante as guitarras do Pat Metheny e o "Jazz Box" é empolgante demais. O "I Know you feel" do Frankie J também bomba demais.

8) Joshua Heath & Inland Knights - Inland Knights Refuge Remix (Dirty Thirthy EP)

Recomendação do Top 10 do Grant Nelson. Sente só as batidas. Fica parado, que eu quero ver.

9) Jocasta - Girls Are Evil (Groove Junkies Dub)

Eu não gostei muito dos vocais da Jocasta (apesar de ela ser bem bonitinha), mas eu gostei do Dub. Adoro dubs, aliás, tinha que ser um Dub do Groove Junkies. Do caralho!

10) Jovonn - Blake House (Blake Magic)

Jovonn lançou um album chamado "Blake House". Desse album, o que eu mais gostei foi o Blake Magic. Recomendo.

BONUS TRACK

Michael Jackson - Rock with you (Frankie Knuckles Franktidrama Remix)

Não se fala em outra coisa. A tragédia do Michael Jackson é cercada de mistérios e polêmicas, mas no overall, o cara foi FODA demais. O que restava de boa música no mundo morreu com ele. Passo aqui um link de YouTube mesmo, de um remix que eu gosto muito mas Não achei em lugar nenhum pra vender online. É o Frankie Knuckles remix do Rock with you. É quase um requiem. Acho que minha homenagem fica nisso aí mesmo.

Valeu galera. Dêem um feedback se possível, mesmo que vocês odeiem o que tá aqui. :)

Terça-feira, Junho 23, 2009

Alguns eventos do mês de Julho...

Ontem dei um pulo no Baixo Gávea com o intuito de tomar aquele tradicional chopp que fecha o final de semana e, como nao podia deixar de ser, tinha muita mulher de roupa curta panfletando ("hypando"? Comecei a ouvir falar muito diso de uns tempos pra cá, tô aprendendo o significado ainda) as festas que vão rolar por agora aqui no Rio de Janeiro.

Acho que recebi uns 10 flyers no total, e fui selecionando os que permaneceriam no meu bolso e os que iam pro lixo, de acordo com o meu gosto pessoal. Não necessariamente o que não foi "aprovado" é ruim, apenas não faz muito a minha cabeça. Então, dentre os pedaços de papel brilhantes que sobraram desse processo seletivo, posso citar:

Rio House Music
Data: 04/07
Local: Marina da Glória
Comentários: em primeiro lugar, gosto bastante do local do evento. Em segundo, quem abre a festa é o João Paulo (Emociona/Request DJs), que tem um set bem energético de Minimal e Techno e já tocou com uma boa galera de peso. Em seguida, Life is a Loop (3 Plus) diretamente do sul do país, e depois Tim Healey (Wild Artists), que eu tentei assistir tocando na praia da Barra da Tijuca no último reveillon, mas o cara atrasou tanto que eu não pude esperar mais - estava saindo da praia na hora em que ele estava chegando, carregando as malas (pelo visto tinha vindo direto do aeroporto). Quem sabe é dessa vez?
+Infos: www.myspace.com/riohousemusic

SKOL H.O.M.E.
Data: 10/07
Local: MAM
Comentários: apesar de eu achar o nome meio sem criatividade (H.O.M.E. significa "humanos ouvem música eletrônica" - tá legal, e os cachorros, gatos, macacos? Se eu botar pra tocar eles não ouvem? Será que não curtem?), vale aqui a referência ao evento. Vão rolar dois palcos diferentes: um se chama Level, e tem como atrações Luca de Napoli, Giovanetti (é o Beto?), Adam K (não conheço), Dimitri Nakov (já ouvi falar) e Fel vs Guk (nunca ouvi falar). Na pista High teremos Ricardo Estrella (não sei mais o estilo que ele toca, tem tempo que não o vejo se apresentar), Flow & Zeo (dispensa comentários), Renato Ratier (dono da D-EDGE e que tocou há pouco tempo na 69 - esse vai ser imperdível) e Eli Iwasa (parece ser uma japinha, pela foto, mas não conheço também).
+Infos: http://www.home.art.br/

2 YEARS THE WEEK EVENTOS
Data: 10/07
Local: The Week
Comentários: seria a minha segunda opção para o dia 10/07 (é no mesmo dia da festa citada acima), mas o que mais me chamou a atenção e me fez citar essa festa foi ter um carinha do Ministry of Sound, Michael Kutalek (apesar de também não conhecer o trabalho dele, mas deve ser legal) e também o nome do Fabio Amed (que eu ouvi tocando uma vez numa private, e achei o som dele muito maneiro - queria ouvir novamente, portanto). O resto da galera você confere nas informações, abaixo. :)
+Infos: ih! o evento não tem hotsite! :(

Obs.: perdoem-me pela talvez falta excessiva de informação e conhecimento sobre determinados artistas, mas é que o mundo é grande demais, fica difícil conhecer tudo de antemão ou mesmo ter tempo hábil pra ficar ouvindo e pesquisando sobre todos os nomes que aparecem por aí de uma hora pra outra.

Domingo, Junho 21, 2009

NOVA EDIÇÃO DA DISCOLAND

Fiquei sabendo da notícia na sexta-feira passada, por três fontes diferentes no mesmo dia. Pelo email, recebi a notícia da festa em torno das 10h da manhã (e a lista amiga citada obviamente já estava fechada, como de prache). De noite recebi o flyer impresso quando andava pela rua (por sinal, bem interessante, feito com um papel fininho pra ser visto contra a luz, e inspirado no Google Maps). E mais tarde, encontrei o anfitrião Diogo Reis na festa MOIST, na 69.

Pelo que me lembre essa festa já aconteceu antes, lá no Scala, talvez num dos maiores eventos organizados pela galera da MOO (pelo menos pareceu). Não estou lembrando das atrações dessa outra edição, mas foi bem legal, tirando o clima meio esquisito que pessoalmente me lembra muito a época de festas de house, funk e hip hop do tipo "uma noite na babilônia"... hahahahah... :)

Dessa vez a festa vai rolar no sábado que vem (27 de Junho) a partir da meia-noite e até o sol raiar no tradicional Espaço Franklin (antes conhecido como Casas Franklin, na Avenida Passos - Centro), onde também no verão retrasado tivemos aquela sequencia sensacional de festas também da galera da MOO chamado Projeto Fase.

As atrações da festa são: Diogo Reis e Eduardo Christoph representando a MOO, Badenov da extinta Combo na 69 e os gringos Maurice Fulton e Prince Language, da DFA. Os ingressos estão custando R$ 60 antecipados (pontos de venda, endereço e outras informações aqui) e R$ 90 na bilheteria.

Sábado, Junho 20, 2009

A história da house music continua. Tava vendo meu rrs do rraurl, e achei a história da Strictly Rythym, um dos labels mais famosos da house music dos anos 90. Tem uns samplezinhos de músicas lá, e você com certeza vai achar algo que você já ouviu antes. Clica ali no link. Vale a pena uma lida. :D

Segunda-feira, Junho 08, 2009

[Falando de House Music]


Para falar sobre a arte de DJing - apenas para complementar o posto do nosso host Marcelo KPZ - não dá pra começar sem antes falar de Hip Hop. Mas no momento eu gostaria de falar mais sobre a história e as origens da House Music. Vou deixar o Hip Hop na mão da galera que realmente entende e gosta do assunto, porque neste tema em particular eu não me garanto.

Dentro da minha atual profissão infelizmente tenho pouco tempo para ouvir música. Antes era mais fácil, mas hoje ao invés de perder tempo na Beatport e na Traxsource ouvindo os novos lançamentos, eu tenho ouvido muitos podcasts, principalmente um em particular, de um DJ Soulmate russo, do summerfondue.com. O cara só toca, obviamente, soulful house com alguma coisa mais agitada, mas não dá pra dizer que é um tech.

Nesse programa alguns DJ's conhecidos já foram entrevistados e, como é um podcast russo, não dá pra esperar que muita gente ouça a não ser os nerds de internet como eu. Não que eu seja melhor que ninguém, mas eu honestamente não imaginava que um podcast russo fosse tão bom assim pro estilo de house que eu gostasse.


Mas enfim. O ponto é que, num pernoite louco aí que eu tive, ouvindo meu mp3 player, tive oportunidade de ouvir um produtor chamado Richard Earnshaw (ver: SummerFondue #64) falar o seguinte:

"Antigamente as coisas eram mais 'dance music'. Agora está tudo segmentado e isso é muito ruim, porque na realidade tudo é House Music, não importa o subestilo. É dance music, é house, e acabou".

Não foram essas as palavras precisamente, mas foi basicamente a idéia que o produtor britânico trasmitiu aos ouvintes do podcast. Eu concordei em parte, porque quem conhece house sabe o que é house e sabe até onde vai os limites do house. Só que para isso é necessário fazer um bom dever de casa, que é justamente minha proposta neste post.

House music ela começa quando termina a Disco Music. Todo o referencial que eu falo aqui vem de um site em particular que não vem da Wikipedia, mas tem excelentes referências de albums e discos que são até downloadeáveis num piratebay da vida. É o jahsonic.com. Depois de uma pesquisa mais acirrada, descobri que tem um documentário falando da história da dance music e da house music em particular, disponível no Youtube. Ali você vê que a House Music é uma phoenix nascida da Disco Music (nego fazia umas paradas nazistas, como levar bolachas de Disco Music para queimar no meio do estádio, bizarro!) bem como não dá pra desvincular algumas músicas do berço dessa revolução. Frankie Knuckles, Larry Levan, essa galera. São documentários interessantíssimos que voce encontra nesse usuário do youtube.

Outro video que eu gosto muito de mostrar são os videos do Tour da cena da Chicago House Music, com a entrevista do Frankie Knuckles, bem como um post no site do MySpace dele, onde com muita propriedade ele define exatamente o que é e o que não é House Music.

E aqui vai algumas das coisas que ele tem a dizer, que eu acho do caralho:

HOUSE MUSIC is more than just what you're hearing at the moment by who maybe your favourite DJ (at the time). There's music history involved here. You can enjoy all the techy/electro savvy tracks that make you float away when you're rollin' on whatever high. But if you're trying to pursue a career in this business or, just someone that simply enjoys the music for what it is and want to delve deep into it's origins, just listen to some of the greatest singers, funk bands, gospel singers and choirs of the past 40 years and you'll have a keen sense of what HOUSE MUSIC is. That's if you're really interested in an answer.

Para quem realmente quer entender de House Music, em qualquer nível, não importa onde, mas só deve começar lendo o jahsonic.com para as referências e ouvir todas essas músicas do documentários. É o que eu acho e foi o que eu fiz. E por isso eu acho House Music um estilo muito mais duradouro e sólido do que qualquer outro.


LBF 06-06-2009 @ Clandestino Bar

Sábado passado foi dia de aterrissar no anexo do Albergue Stone of a Beach, em Copacabana, mais precisamente no Clandestino Bar, pra participar como DJ convidado da festa Little Black is Fuck em um de seus eventos de comemoração pelos 2 anos de sucesso por lá (fora os mais de 8 anos de história em outros clubes da cidade).

Cheguei cedo, em torno das 23h, a casa nem estava aberta ainda, e já me surpreendi na entrada com um pôster gigante anunciando o evento pra quem passava pela rua, que ficou muito maneiro por sinal. Entramos logo e pude receber ali pelos sofás e no balcão do bar alguns amigos que apareceram logo em seguida (o dobro de mulheres em relação aos homens, pra dar um brilho a mais na festa!). No telão na parede, vídeos-doideira especialmente feitos para esta edição da festa eram projetados enquanto começávamos a apreciar a apresentação do DJ Joca-San, com seus Nu Grooves.

Um pouco depois, em torno de 1h, fui convocado a comparecer à cabine de som pra começar os trabalhos. Me apertando no “cubículo” que se formou devido ao espaço totalmente tomado de cases de vinil para todos os lados, consegui arrumar um lugar pra mim e pro meu pequeno e humilde case de CDs, e comecei a me preparar pra abrir a minha parte da festa. Nessa hora acho que meus amigos convidados não tinham notado que eu estava prestes a tocar, mas eu sabia que meu som iria “acorda-los” para este fato.

Não deu outra, abri a pista com uma música que me agrada muito atualmente, chamada “Dead City”, num remix bem pesado. Depois toquei umas duas clássicas: “Pjanoo” e “Man in the red face”, só pra dar aquela descontraída no clima. Em seguida puxei um pouco mais pro Electro House (pois estava previsto que eu tocaria isso nos flyers), colocando umas musiquinhas mais comerciais pra galera curtir, como “All I ever wanted”, “September” e outras mais do meu último set de número 30 (disponível pra download aqui).

A pistava estava fervendo quando resolvi finalizar com uns electros meio velhinhos, mas que fizeram um sucesso legal, “Rain”, “Babysitter” e outros. Foram menos de 60 minutos de som, talvez pouco tempo para desenvolver um set por completo (com wamup, início, meio e fim), mas como eram 5 DJs tocando na mesma noite, não tinha como ser diferente, teve que ser assim mesmo.

Então, depois de fechar com meu último tune, passei a bola para meu amigo Luizinho LBF que aloprou nos breaks, sempre pesados e marcantes! Logo em seguida veio Bruno Pedrosa mandando uns D&Bs clássicos e novos, mostrando pra que veio, e em seguida Brant, pra fechar bonito com seu estilo inigualável de Raggas e Jungles de primeira linha, botando pra quebrar a pista do clubinho. Foi uma festa bem eclética em termos musicais, que eu acho que é bom em eventos como esse, pois assim pode-se atrair e reter todo o tipo de público. Como o lugar é meio underground mesmo, isso acaba funcionando, pois a mistura é grande.

O ponto pitoresco da festa ficou por conta de um gringo maluco que tava fazendo alguma merda lá dentro (não descobri o que foi) e acabou sendo expulso pela segurança da casa. Logo depois o mesmo cara apareceu na porta da festa de cabelo penteado e trajando uma camisa diferente da de antes, tentando dar uma de malandro e se passar por outra pessoa. Cheguei a ver o cara implorando ao segurança pra poder entrar, mas ele não arredou pé, pois sabia que tratava-se do mesmo cara de antes. Hilário!

Abaixo, uma pequena (bem pequena) seleção de fotos da festa. A coleção completa está à disposição no flickr e no facebook. Tem também uns 2 ou 3 videozinhos da minha performance disponíveis no youtube (ainda falta colocar os de Luizinho e Bruno Pedrosa – aguardem para em breve).

Pra finalizar, agradeço à oportunidade dada pelos camaradas donos da festa, Joca-San, Luizinho LBF e Brant, foi um prazer tocar com vocês e também com o Bruno Pedrosa. Espero poder participar dessa bagunça outras vezes no futuro. Valeu!

Essas aí eram de Londres, ao que parece

Pista cheia, irado!


A animação da galera foi o ponto forte da festa


Sukita bombando na pista

A vibe na hora do Drum & Bass está SEMPRE presente!

Um brinde à LBF!

Gigi e Maíra na pista (gelaaaaada!!)

E a pegação? Rolando solta? hehahahaha

Quinta-feira, Junho 04, 2009

O que é “ser DJ”?

Tenho pensado nesta pergunta ultimamente, e então resolvi fazer este post pra tentar estruturar minhas idéias, compartilhar o resultado com outras pessoas e, eventualmente, até obter um feedback qualquer, seja sob a forma de crítica, elogio, comentário, ou o que for.

De primeira, resolvi iniciar minha pesquisa através de uma ferramenta bem democrática, como a Wikipedia. Nela, teria a certeza que encontraria uma opinião democrática e bem completa sobre o assunto – e não deu outra. E apenas para fazer uma referência, destaco também que comprei e li há alguns anos atrás o livro “Todo DJ já sambou”, que conta um pouco da trajetória dessa arte (não quero chamar de hobby ou profissão, pois cada um faz uso da arte como quiser).

Na definição mais básica possível da enciclopédia feita pelo povo, numa tradução livre de quem vos escreve, “DJ é uma pessoa que escolhe e toca música gravada para um determinado público”. Engraçado que nesse site também faz-se uma distinção entre Disk Jockey (“k” de “disk”, ou seja, LPs em vinil) e Disc Jockey (“c” de “disc”, ou seja, CDs), que eu nem sabia que existia. No caso, então, eu sou um Disc Jockey, pois sempre toco utilizando os disquinhos menores. Mas aí já vem a pergunta inicial: e quem toca direto da mp3 que vem do computador, sem nem a utilização de uma interface física (como o Serato), é o que? Não queria polemizar esse tema, mas é irresistível colocar uma pulga como essa atrás da orelha das pessoas.

E ainda na enciclopédia existem mapeadas algumas sub-espécies de DJs, aqueles que tocam nas rádios (e que normalmente não mixam as músicas umas nas outras utilizando o break), os que tocam nos clubs (que mixam as músicas e usam diferentes técnicas para trazer outras experiências à pista) e os DJs que Hip-Hop, que normalmente fazem a base para MCs mandarem seus raps. Desconsiderei a parte sobre os DJs de Reggae, pois não concordei muito com a definição que foi dada, mas enfim.

Pra mim, como em qualquer outro ramo profissional ou artístico, o que conta para o público-alvo é a sua capacidade de exceder as expectativas, impressionar, sensibilizar, deslumbrar, etc. Como DJ você pode fazer isso através de uma excelente e harmônica seleção musical (que vá de encontro ao que o público está esperando, obviamente) e da utilização de técnicas apuradas com relação aos equipamentos disponíveis para transformar essa seleção musical em uma trilha sonora contínua e energética.

Para garantir um bom desempenho durante sua performance (na seleção musical e na técnica durante a reprodução musical) o DJ precisa se atentar para diversos requisitos que precisam ser cumpridos. Muitas vezes os aspirantes a DJ não estão cientes ou preparados para este tipo de investimento, e acabam metendo os pés pelas mãos, realizando um trabalho pobre, que desaponta o público e fere sua própria auto-estima.

Alguns exemplos destes requisitos que citei, que me vêm à cabeça neste momento, são:

  1. Realizar investimentos financeiros (tanto em equipamento quanto na aquisição de música (seja no vinil importado, seja na mp3 que é comprada do Beatport, ou qualquer outra));

  2. Dedicar tempo para estudo/pesquisas (pra saber o que tem tocado em clubs, rádios, sites etc);

  3. Treinar e praticar bastante o ouvido e a melhoria da sua técnica;

  4. Ter uma boa organização pessoal (no momento de guardar/classificar suas músicas no computador ou no case, por exemplo);

  5. Focar no acúmulo de experiência em eventos de grande porte;

  6. Ter amor ao negócio, dedicação e força de vontade para vencer todos os desafios anteriores.

E essa coisa de ser DJ mudou muito de uns tempos pra cá. Antigamente pra ser um DJ era bem mais caro, difícil e penoso que hoje em dia. Apesar de terem existido modelos de equipamento no mercado que eram até razoáveis em termos financeiros (Gradiente, CCE, etc), um bom toca-discos com pitch custava uma fortuna (exemplo: Technics MK2), além do processo de importação normalmente ser mais complicado que hoje em dia, e por conseqüência a disponibilidade de opções era bem mais modesta.

Também nesta época não era possível baixar uma mp3 de graça na internet e gravar num CD de 50 centavos: os discos tinham que ser comprados (e antes disso, tinham que ser encontrados!), e depois ainda tinham que ser transportados de um lugar para o outro. Eles eram caros, mas mesmo assim estragavam com facilidade, arranhavam, ficavam velhos, obsoletos (quando a música saía de moda), precisavam ser lavados com sabão de coco, e frequentemente deveriam substituídos por outros mais novos.

Em suma, cada vez mais o desenvolvimento tecnológico permitiu um processo de miniaturização, massificação, popularização e ganho de escala, o que tornou as coisas muito mais fáceis, atraentes e baratas pra todo mundo. Não acho, sinceramente, que isso banaliza a arte como um todo. Isso depende de cada caso. Assim como meu amigo Roque, e também como tantos outros, eu sou favorável e partidário a esse processo de facilitação das coisas, mas até certo ponto. O que não pode ser jogada fora é a capacidade humana de fazer as coisas por conta própria.

O que eu quero dizer com isso? O sujeito não precisa ser obrigado a carregar toneladas de equipamento e discos de um lado para o outro ou se perder num case enorme de CDs somente para se ater à essência, mas acho que colocar o computador pra mixar pra você no modo “automático” também é o cúmulo da falta de capacidade.


Então, algumas coisas precisam ser preservadas, que justamente tornam essa atividade tão especial, como o feeling para a escolha das músicas ideais, a técnica perfeita no momento da mixagem, o seu estilo próprio que precisa ser definido, o timing para fazer as coisas acontecerem, e o carisma, a simpatia e a relação com a audiência, que também contam bastante em alguns casos.

Em suma, acho que essa coisa toda evoluiu pra caramba, e a tendência é evoluir mais ainda no futuro, então temos que tomar todo o cuidado para não nos permitir que os computadores façam todo o trabalho pra gente. Ainda assim, não é uma questão meramente financeira e tecnológica, é preciso entender e assimilar realmente tudo o que está por trás dessa atividade para que ela seja feita da maneira como tem que ser.


Domingo, Maio 31, 2009

DJ MARCELO KPZ NA LBF

Meu camarada Luizinho LBF acabou de me mandar um vídeo que ele fez pra divulgar a próxima edição da festa Little Black is Fuck, neste sábado dia 06/06 no Clandestino Bar. Dá um confere no vídeo, ficou bem legal e engraçado :)

Quarta-feira, Maio 27, 2009

..[Roque Junior's Top 10 Junho 2009]..


Outros releases do mês de Junho, antecipadamente, porque teve vários releases sensacionais já. Lá vai:



1) Vega Ft. Johny Dangerous - London Roots (Soul Heaven Mixes & Roots Dub)

Uma boa música com BPM baixo pra começar a noite com estilo. Sem vocal e com vários melódicos constantes. O Dub é mais Grooveado com alguns vocais.


2) Fuzzy Hair - Yebele (David Tort Remix) From Defected In The House Ibiza 09 - Digital Sampler

Típico hit da Defected para os sets mais progressives. Achei muito bom pelo sampling.

3) Richard Earnshaw & Angie Brown - Unbelievable (Justin Michael & Adam Auburn Hermosa Dub / Original Mixes)

A versão original tem o vocal bastante destacado e a letra é boa. Já o Dub é completamente viajante, e "unbelievable".


4) Sunburst Band - We Can Live Forever (Simon Grey Mix)


Groove com baixos e o teclado sintetizado é de arrepiar. Não tem nada ruim em Sunburst band. É um som mais lento realmente.


5) Divas of Colour feat Evelyn Champagne King - One More Time (Sean McCabe Mixes)

Adoro houses com vocais potentes e riffs de backing vocals bem sensuais. Esse aqui não deixa nada devendo. Mas só o Sean McCabe consegue fazer o remix valer a pena. Os outros eu não gostei não.


6) Kenny Carvajal - Collide / Motor City

Para quem gosta de algo mais latino/melódico ou quebrado, o Kenny carvajal é uma boa referência. Ele sempre faz algo quebrado, latinizado, mas extremamente melódico e muito viajante. Já o Motor City é mais sequenciado e groovy. Ambos são excelentes, só que atendem a momentos diferentes do dancefloor.

7) Spiritchaser ft. Robina - Rain Down (Original Mix / Instrumental & Dub Mix)

O bumbo e o teclado abusa dos graves e médio-graves e os vocais derretem nos ouvidos. A letra também é muito bonita e a voz da tal da Robina está muito bem trabalhada. Neste remix eu gostei mais do Original, e o Dub ficou a desejar, poderia ter ficado mais hard.

8) Sueno Soul feat. Denzie - What You Want (Richard Earnshaw Instrumental)

Gostei mais da base de BPM rápido e o instrumental mix. O vocal é dispensável.


9) John 'Julius' Knight & Roland Clark - This Is House (JJK Mixes)

Todo o DJ de House Music - principalmente do house clássico deep/soulful/standard tem que sempre ter uma música com aquele sampling clássico do jack had a groove. Não agüento mais esse "self-affirmation-speech" requentado várias vezes. Mas, como está bombando nos Top 10, não posso ignorá-lo e muito menos desconsiderá-lo em minha case. Faz parte, mas o resultado [na pista] costuma ser bom.

10) Marc Evans - Tonight is the Night (DJ Spen Killer Klub Mix)


Dj Spen soltou algo poderoso para as pistas. Eu aprovei.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

DJ + ORQUESTRA = ?

Hoje recebi por email uma propaganda da agência 3Plus dizendo que um dos seus artistas, o DJ mineiro Anderson Noise, havia tocado junto com uma orquestra sinfônica em São Paulo. Fui conferir, rapidamente, alguns vídeos disponíveis na TV Terra, e...

...Sinceramente, não achei nada demais. Pra falar a verdade achei até meio forçado, ficou pior do que a música original. Parecia até aquelas montagens da Furacão 2000 com sucessos da World Music, como a versão funk que eles fizeram da música "Your Love" do Outfield. Dá uma conferida no resultado do trabalho do Anderson Noise com a orquestra toda clicando aqui.

Sábado, Maio 23, 2009

NOVO ENDEREÇO?

Consegui preparar um conteúdo bem básico pro meu domínio recém-comprado, marcelokpz.com, que já tá no ar. Ainda vou decidir se vou manter o blog aqui, ou somente lá. Se eu conseguir passar todos os posts daqui pra lá, com certeza vou manter tudo por lá. Caso contrário, acho que vou ficar com os dois. Mas isso é algo que eu ainda vou decidir com calma.

Por enquanto, não deixe de visitar o blogspot, mas de vez em quando dá um pulo lá no portal pra dar um confere nas novidades do DJ Marcelo KPZ :)

ps: hoje é dia de Chemical!!!!

Quinta-feira, Maio 21, 2009

FUTURO PORTAL?

Hoje em dia tenho minhas tão poucas mídias e informações espalhadas em tantos sites diferentes que às vezes parece nem fazer muito sentido, e me dá até vergonha de ser tão desestruturado e desorganizado (vide verso do meu protótipo de cartãozinho pra distribuir nas portas de igrejas por aí). Estou estudando portanto a idéia de montar um portal onde tudo esse material de grande utilidade para a sociedade em geral (!) esteja acessível de um único local, de forma descomplicada, rápida, simples e centralizada (obviamente).

O domínio já está comprado e operante (www.marcelokpz.com), só falta a disposição de começar o projeto e botar a coisa pra funcionar. Neste meio tempo, estou à procura de alguém habilitado a cumprir essa missão da forma mais eficiente (barata!) possível. Enquanto isso, vamos experimentando o que dá pra fazer na programação manual de HTML (estou me sentindo em 2001 quando estava no meu primeiro estágio na faculdade).

Obrigado à minha Bibz e seu progenitor por todo o aporte técnico e intelectual que embasou a estruturação deste projeto tecnológico, até então e ao meu amigo Leo Victorio pela idealização inicial do layout desta obra maravilhosa. Sou muito (e eternamente) grato aos dois.

Terça-feira, Maio 19, 2009

Neguin é FODA!

Fala aí mulambada! Bloqueiem suas agendas para o dia 6 de Junho, pois o cidadão que vos fala vai aterrissar como DJ convidado numa das festas mais tradicionais da cidade, que já tem mais de 10 anos de praia e que já cruzou as principais casas noturnas da cidade maravilhosa. Eu estou me referindo à Little Black is Fuck, que traduzida no melhor estilo “ao pé da letra” quer dizer “neguin é foda”, em acordo com seu recém-divulgado dicionário.

E você não pense que estarei sozinho nesta peleja, muito pelo contrário! Ao longo da noite também saem no tapa pelo comando das carrapetas os DJs Joca-San (Nu Soul), Luizinho LBF (Breakbeats) e Brant (Drum & Bass), além do outro convidado da noite Bruno Pedrosa, vindo diretamente de Olinda-PE.

O preço, uma pechincha: R$ 10 com flyer e R$ 15 sem flyer. Não vai dar mole: você tem a opção de imprimir o flyer no conforto de casa ou enviar seu nome e de seus amigos (e amigas, né?) para a lista amiga, que é válida até 1h da manhã (manda pro meu e-mail). Mas vê se chega cedo, pois eu vou começar a tocar 1h, e além disso a Cuba Libre é a birita da vez: vai ser dobrada a noite toda (você paga 1 e leva 2).

O local é o mesmo tradicional de sempre, o Clandestino Bar, anexo-doideira do Albergue Stone of a Beach, em Copacabana. Se você não vai lá há muito tempo, se prepara: é que o sound system foi recentemente turbinado, e está literalmente bombando em todas as freqüências sonoras possíveis. Por isso, não esqueça de trazer seu EPI (protetor auricular) pra não ficar definitivamente surdo ou temporariamente desgovernado.

E pra fechar, na entrada e na saída da festa não esqueça de saudar nosso amigo Henrique (neto de Bob Marley), que fica na porta logo atrás do balcão usando uma camisa do Botafogo e que tem a função primária de arrecadar a bufunfa dos freqüentadores da casa após as intervenções sonoras lá realizadas.

Enfim, nos vemos lá!!

Segunda-feira, Maio 18, 2009

WARUNG IN RIO – o review

Sábado passado já estava “de malas prontas” pra dar um pulo na tradicional festa Stereozero, no 00, quando me ligaram oferecendo um convite 0800 pra festa Warung in Rio (já tiraram o hot site do ar, mas era http://www.warungrio.com.br/). Na hora fiquei meio na dúvida, mas acabei optando por dar uma chance à festa do club Catarinense, que seria realizada no Espaço Ação da Cidadania, no Centro do Rio. O fato de já ter estado no Warung em 2007, ao som do Deep Dish, contou bastante no momento da decisão. Quem já esteve lá sabe muito bem o que eu estou falando...

Antes de mais nada, já sabia de antemão que seria muito difícil pra qualquer organizador de eventos, por melhor que fosse, imitar aqui no Rio de Janeiro o clima do Warung, que é único. Segundo porque o local original do club em Itajaí-SC é muito diferenciado (entre o mar e a montanha, no meio da mata virgem) e de arquitetura e acústica únicas. E sem querer diminuir a mulherada carioca, a freqüência de lá é composta por um time de peso: gaúchas, catarinenses, paulistas endinheiradas, etc. Fica realmente difícil de equiparar.

Bem, já chegando no local do evento, descobri que meu convite era VIP, o que dava direito a ficar num local cercado exclusivo, mais próximo ao palco. Na realidade acho que a área VIP cobria mais de 50% da área útil da festa, ou seja, fiquei pensando no coitado do caboclo que comprou o ingresso “comum” e teve que enxergar os DJs de binóculos (ou não). Se eu tivesse comprado o ingresso com o dinheiro que vem do meu bolso, provavelmente seria um desses, e estaria muito puto!

E dentro da área VIP tinham umas áreas mais VIP ainda, acho que eram os camarotes, onde tinha um segurança em cada entrada, várias biritas liberadas lá dentro, e visibilidade ainda mais privilegiada ao palco onde os DJs se apresentavam. Sorte de quem estava lá dentro, porque pra quem era um cidadão mortal habitante da área VIP, comprar uma bebida, ou pior, tentar pega-la, foi o desafio do dragão.

As filas do caixa estavam gigantes e apertadas, e o bar do lado direito (pra quem estava olhando da platéia para o palco) estava com apenas 2 cidadãos perdidos e mal informados servido as biritas, o que fez com que as pessoas praticamente saíssem no tapa pra conseguir alguma coisa. Nunca vi um atendimento tão ruim – parecia até choppada de faculdade. Só depois de muito tempo chegou um terceiro elemento que parecia ser mais safo (um supervisor?), e a coisa melhorou um pouco.

Quanto aos DJs, não achei nada demais, e já sabia que seria assim. O aparato sonoro do local também não era lá essas coisas, e acho que a péssima acústica do local colaborou negativamente neste ponto – o pé direito é muito alto. Mas isso não é justificativa, em hipótese alguma, afinal já ouvi sons perfeitos em eventos realizados em locais abertos, ou com pé direito bem alto (como o Skol Beats em SP, por exemplo).

Resumo: atendimento horrível, som meia boca, público esquisito. Warung de novo, agora só no Warung.

Quinta-feira, Maio 14, 2009

Revival do Hippo

Eu sou uma pessoa atenta, presto atenção nos mínimos detalhes e nas coisas ao meu redor, o dia inteiro. Inclusive uma das coisas em que estou sempre ligado são os tags (propagandas) do Google no Gmail, apesar de geralmente não ter nada de realmente significante.

Mas hoje até que me deparei com uma notícia / propaganda que me pareceu interessante: parece que vai rolar uma festa na Baronneti Club cujo objetivo é fazer um revival do extinto Hippopotamus (ou só “Hippo”, para os íntimos), club que ficava localizado exatamente onde é a Baronneti hoje em dia.

Não cheguei a freqüentar a casa assiduamente, mas fui numa festa lá pouco tempo antes de fechar definitivamente (na realidade essa foi a única vez que eu fui lá). Nessa ocasião, lembro que um amigo meu foi tomar uma cerveja num copo de plástico transparente duro e engoliu um pedaço quebrado de outro copo, que ficou preso no meio da garganta, e o cara foi parar no hospital pra arrancar o negócio de lá. Era tanta a dor que ele sentia que ele achava que tinha engolido um “cigarro aceso”. Nem processou a casa nem nada (deu mole!), e está bem hoje em dia.

Quer mais detalhes da tal festa? Dá um confere aqui: http://www.hippopotamus.com.br/

Terça-feira, Maio 12, 2009

Quanto tempo dura um bom Headphone?


Essa foi a pergunta que eu me fiz depois do último sábado, quando toquei numa festa e quase fiquei na mão por causa de um problema intermitente no meu headphone, um Technics RPDJ 1200A adquirido em Maio de 2005 numa daquelas lojas de DJ numa avenida na Rua Augusta.


Por sorte não foi nada que tivesse me atrapalhado completamente, mas dependendo da posição que estivesse com ele no ombro/orelha, o som era interrompido. Identificada a existência do problema, tive que, rapidamente, descobrir uma posição bem encaixada que o fizesse funcionar sem falhar, pra não detonar minhas mixagens. E consegui levar o som até o final, mas aos trancos e barrancos...


Tenho esse equipamento há exatos 4 anos, mas não usei tanto assim pra ele ter se deteriorado tão rápido (nem uso todo final de semana!), ao menos na parte dos contatos internos, que foi onde deu o problema. Quanto à parte externa, ele apresenta uns descascados na pelica na parte debaixo do aro, que toca na cabeça, e um pouquinho (mas bem pouquinho mesmo) na almofada que encosta na orelha, mas de resto está perfeito.


Já vi headphones da mesma marca e modelo, só que mais velhos, e em estado de conservação externo muito pior, mas que estavam funcionando bem, por isso achei estranho ter acontecido a falha tão precocemente, ainda mais num headphone dessa marca, e ainda por cima fabricado no Japão. Quer dizer, pelo menos é o que tá escrito nele... ou será que eu comprei falsi?


Isso é que dá ficar emprestando headphone pros outros quando se toca nas festinhas aí da vida. Se fosse parafrasear meu amigo Roque Júnior diria: "headphone é igual cueca: cada um tem o seu". E é verdade... Você emprestaria sua cueca pra alguém? Imagina entregá-la na mão de um desconhecido pra voltar toda detonada, amassada, suada. Lição aprendida, não empresto mais headphone. As pessoas nunca têm zelo pelo que não é delas.


Bem, agora vou tentar consertar o headphone em alguma loja especializada, pois não quero gastar dinheiro pra comprar um novo. E mesmo se fosse o caso, compraria um do mesmo modelo (tá custando R$ 450, em média), ou no máximo um HD-25-1 II da Sennheiser (vi por R$ 700 num site brasileiro aí da vida).


Aliás, se você souber algum lugar que conserta headphones, dá um toque! Deixa uma mensagem aí nos comentários, no serviço de utilidade pública. Valeu!

Quinta-feira, Maio 07, 2009

CHEMICAL 5 ANOS!

Em primeiro lugar, me pergunto porque colocam o nome de um evento de musica eletrônica de “Chemical”. O que a “química” tem de fato a ver com a música (eletrônica, no caso)? Bem, se estivemos falando da velha química da época do colégio, então não seria mais conveniente chamar o evento de “PHYSICAL”, já que o som que sai das caixas acústicas é uma onda mecânica, e portanto estudada pela física e não pela química? Qual a ligação que existe afinal? Será que é no sentido figurado da palavra, o que tem a ver com uma ligação mais sentimental? Ah sei lá.

Bom, sei que já estou com ingresso comprado (pista normal, R$ 50) pra comparecer ao Rio Centro no dia 23 de Maio, data de realização da que vai comemorar 5 anos da Chemical Music Festival!

E parece que vai ser um mega evento (pra variar), com 4 pistas (sendo uma delas VIP, só pra quem comprar o ingresso mais caro! R$ 100 no lote atual! hahaha) e atrações bem diferenciadas.

Só pra comentar, acho que nunca vi um flyer com tantas logomarcas na seção “Apoio” (incluindo várias agências de DJs, revistas especializadas e boates como 00, 69 e People). Pelo visto, os organizadores realmente fizeram questão de firmar o networking e cobrir todas as brechas da melhor forma possível, e muito bem feito.

Vou tentar analisar sucintamente as pistas/palcos/tendas e suas respectivas atrações:


Skol Beats 3D Stage (by Rio Festa): esse é o palco da doideira e da playboyzada, onde certamente vai rolar a maior concentração de “fritos” do evento. Primeiro porque é onde vai rolar o PSY TRANCE (ECAAA!), que já reúne a galera que gosta de andar de bicicletinha, e o segundo forte indício é a projeção de imagens em 3D num telão gigante (só vai curtir quem foi um dos 2.000 primeiros a comprar o ingresso e ganhou o óculos 3D de brinde). Não entendo muito de PSY, mas tem uns lances conhecidos (seriam pop?) tipo Flutuance, 220V, Infected Mushroom, Wrecked Machines e Ticon. No finalzinho (09h às 11h) vai rolar Trentemoller, que até algum tempo atrás costumava ser maneiro! Ps: se liga no maluco segurando uma frigideira no meio da rave na foto ao lado!


Arena House Nation (by Cena Carioca): pelo visto esse é o local da galera do arco-íris. Isso porque pro final da noite vi uns nomes como Ana Paula, Patricia Tribal e por aí vai. A única exceção vai pro BOOKA SHADE (já foi tema de vários posts meus no passado aqui no blog), que é muito bom e que por isso certamente estarei lá pra curtir a apresentação dos caras, independente de qualquer coisa (de 03h às 05h). A única coisa chata é que vai ser DJ SET e não LIVE (que é muito mais maneiro, pra quem já viu ao vivo). Ah, teremos também ASK2QUIT pra garantir a farofada pra galera (nada contra, pelo contrário...).


MySpace.com NEW TRENDS: não conheço uma boa parte das atrações, mas achei interessante ver nomes como The Twelves (tocou na 69 há pouco tempo atrás e falaram muito bem), D-NOX (FODA!), Wehbba (mas nunca vi ao vivo) e Kammy (idem). Parece ser o melhor palco pra se estar, exceto pela apresentação do BOOKA SHADE que vai rolar no Arena House Nation – ou seja, vou perder a primeira meia hora do DNOX (isso se nada atrasar, o que é MUITO RARO EMQUALQUER EVENTO COMO ESTE).


Guiboratto & Friends: engraçado, teria nosso amigo copiado o nome da tenda “Marky & Friends” do Skol Beats de SP (o original)? Parece que sim, mas sei lá... Nomes que me chamaram a atenção nesse palco foram DRI.K (nunca vi tocar, mas sendo ultra mega simpática, já me ganhou), Gui Boratto (quem ainda agüenta ouvir “Beautiful Life”?? Será que ele vai tocar?) e pra fechar a farofada maneira do ASK2QUIT novamente, só que tocando separadamente (será?): Marcelinho CIC e Leo Janeiro.

Pra você que tá na pilha de ir, tem uns 300 mil pontos de venda espalhados pela cidade, inclusive na região serrana, dos lagos, norte fluminense e Niterói, basta dar um confere no site. E prepara o bolso pra gastar uma grana nas biritas e também nas comidas – pelo que entendi vai rolar uma tenda do KONI por lá (nham nham!).

Domingo, Maio 03, 2009

Top 10 May 2009 (By Roque Júnior)

1) Jose Carretas feat. Dani - Taking A Little Piece Of Me (Vocal & Instrumental Mix)
House Viajante com Vocal Viajante. Ótimo pra começar uma noite.

2) Gabriel Rene feat. J. Soul - Spirit (Guy Robin & Doruk Ozlen Mixes)
Voz masculina cantando house é Raro de dar certo. Mas exceções e essa é uma delas. o Guy Robin é mais pra night, e o Doruk Ozlen é mais quebrado e lounge.

3) P'taah feat. Tiombe Lockhart - Dance Until We Die (Kenny Dope & Art of Tones Mixes)
Kenny Dope esculacha com os sintetizadores e o vocal acaba ficando no segundo plano, reaparecendo no refrão. o remix do Art of Tones tem alguma melodia como desculpa e ficou bem melhor.

4) Charles Dockins - I Gotcha Back (Groove Junkies Edit)
Groove Junkies dando o ar da graça e esquentando os riffs de pianinho.

5) Fyza - Take Me Away (Original and Instrumental Mix)
Phil Asher acertou no vocal que é muito parecido com aquele release do Valentine 4 Life.

6) Dennis Ferrer - Sinfonia Della Notte
Essa música no TOP 10 de todos os DJ's dos EUA e da Europa. Não preciso comentar nada. Tudo começou na WMC2009.

7) The Collective vs Peyton - Promised Land (Dj Meme Mixes)
DJ Memê, que um ratinho de orquestra, resolveu fazer um remix normal dessa vez. E ficou bom.

8) Christian Hornbostel & Alfred Azzetto - 84 King Street (Original Main Mix) [Promo]
Essa música é House do Clássico pra ninguém botar defeito. Vai bombar em qualquer pista.

9) Kim Davis - Valentine 4 Life (Guy Robin Mixes)
Essa música foda. Guy Robin acertou em cheio os arranjos e não distorceu o vocal. Sensacional.

10) Nathan Adams & Zepherin Saint - Circles
House viajante. Muito. Algo pra realmente ficar pro final do set... Mas não deixa de ser mto boa.

Quinta-feira, Abril 30, 2009

Fila da Matriz Bombando de novo hoje. Toda véspera de feriado é assim.

Acabei de encontrar o dj yanay que falou que tem muitas surpresas pra hoje.

Estou esperando meu amigo guilherme machado, que falou que vai chegar daqui a pouco. Vamos ver. :)

Sábado, Abril 25, 2009

Festa "Golden Sessions" @ Hotel Ouro Verde

Como vocês já devem saber (deveriam?), a onda do momento é fazer night em Copacabana. Pois é, o velho bairro que abriga a maior quantidade de pombos, vovós e velhinhas, puteiros, travecos, nights guerreiras bizarras (Mariuzinn), boates gays (Le Boy) e o melhor salgadinho da cidade (Fornalha) é a bola da vez.

Outro dia até saiu no jornal (não lembro exatamente qual) uma reportagem com os locais que estão bombando no internacionalmente famoso e tradicional bairro carioca. Dentre as nights que posso me recordar, estavam o Nossa Senhora (um mistério até hoje, não sei onde fica), Bar do Copa (muito bem comentado pelo nosso correspondente Roque Júnior), Atlântico (ainda tô devendo uma ida e uma resenha), Clandestino (colado ao albergue Stone of a Beach e também residência fixa do meu camarada Joca San), e o Hotel Ouro Verde, dentre outros.

Especialmente sobre o Hotel Ouro Verde, posso dizer que uma vez já fui lá com uns amigos. Nesta ocasião, cheguei muito tarde e peguei a xêpa da night, então não deu pra fazer uma avaliação justa. Sei que o DJ residente de lá é muito bom (André Luiz), apesar de uma vez ter me "esnobado" quando pedi pra botar meu nome na lista de uma das festas que ia rolar lá. Segundo ele, na época, ele era apenas o DJ da casa e não tinha como fazer nada a respeito de listas, e gentilmente me aconselhou procurar o organizador da festa. Meio esquisito, meio kaô, mas vá lá, justo. Poderia ter quebrado o galho né? Bom, enfim...

O post de hoje foi redigido por uma amiga minha de longa data (Bianca Bibz) que pintou o set por lá antes da Páscoa, numa festa chamada Golden Sessions. Antes do fechamento desta edição, andei pesquisando por aí, e parece que vai rolar a segunda edição da festa, no mesmo bat-local (confira aqui).

Ah, só para esclarecer, a Bianca é "apenas", digamos, uma cidadã frequentadora de nights, e não uma especialista em Som/DJs/etc. Pelo que sei, gosta muito de Hip-Hop e Funk (hihihih) e não se liga muito em música eletrônica em si, ok?

Dado este balizamento inicial, e com toda a isenção que se aplica a este tipo de participação terceirizada, deixo a palavra com ela, e reproduzo o texo que recebi, na íntegra, para deleite do amigo leitor.

"No sábado, véspera da Páscoa, fui conhecer a night Golden Sessions no Hotel Ouro Verde a convite do meu amigo e promoter do Rio Lounge, Emerson Piluso. Como o Kpz não pode ir, me deu a oportunidade de escrever a resenha do evento.

O aviso dos amigos era unânime: “chegue cedo”. Cheguei em Copacabana as 23:30, a fila estava gigante e permaneceu estática até meia noite, momento que o desconto acabava. Consegui entrar cerca de 00:30 pagando R$45 mulher e R$55 homem com direito a cerveja, caipirinha, água, refrigerante, salgadinhos e “jantar volante”.

O pagamento é feito logo na entrada, o que justifica a demora da fila, após o pagamento você entra em uma varandinha e passa pela primeira pista de dança, que toca house. O segundo andar é uma sequência de pequenas salas de hotel transformadas em lounge, pista de dança e bar.

Lá toca o mais atual do hiphop, dance e pop com direito a duas TVs LCD passando o clipe da música. Eu me sinto hipnotizada por videoclipes na night, mas o destaque foi para o DJ empolgadérrimo que dança como louco. (Aposto que ele fica horas treinando as coreografias na frente do espelho em casa.)

Me senti numa festa de aniversário comendo bolinha de queijo a caminho da pista. O auge da comilança foi quando um dos meus amigos bebeu caldinho de feijão, pra mim, um fato inédito e atestado de lisura da night.

Por falar nisso, o público não é dos mais bonitos e depois de 2h da matina a galera já está perdendo a linha devido às bebidas liberadas. A casa (ops, hotel!) fica lotada sendo difícil se locomover, a fila do banheiro é interminável.

Na minha segunda visita ao “ladies room” uma simpática funcionária me convidou, junto com mais duas meninas da fila, a segui-la para outro banheiro. Não hesitei e lá fui eu andando de trenzinho até atravessar a cozinha do hotel e chegar ao banheiro dos funcionários.

Como não achei a simpática garçonete na minha terceira ida ao banheiro e a fila continuava fenomenal, resolvi ir embora. Eis que no primeiro andar tocava funk, então minha ida para casa foi adiada por mais 30 minutos.

Saldo final: valeu por conhecer, não pretendo voltar mais.

Bianca Bibz"

Sexta-feira, Abril 24, 2009

Trigésimo set na área!

A pedido de alguns amigos que anseavam por uma nova edição das minhas empreitadas musicais, com minha própria seleção musical, diretamente da Cap's Comedy Studios (ou seja, meu quarto), e em homenagem ao ano em que eu completo 30 anos de idade, preparei meu trigésimo set desde que comecei a tocar "profissionalmente".

A propósito, considero o início do período em que comecei a tocar mesmo quando comprei meu primeiro par de CDJs em 2004 (eram 2 CDJ-100s da Pioneer, comprados no Panda) e depois que tive umas "aulas inaugurais" com meu camarada Roque Júnior (agora também colaborador eventual desse blog - até a paciência dele acabar).

Bem, falando do set em si, dessa vez resolvi gravar um lance mais light, ou seja, ao invés de Minimal / Techno, catei uma seleção de farofada pra galera que gosta de ir pras nights de playboy por aí. Acho que o resultado final ficou muito bom, fiz com toda a dedicação possível. Tudo o que se faz com dedicação fica bom, né? :)

Comentários, críticas, sugestões, agradecimentos, etc também são bem-vindos!

LINK PARA DOWNLOAD: http://www.4shared.com/file/101409393/c9fde6d1/DJ_KPZ_-_SET_30_HOUSE__ELECTRO_-_23-APR-2009_-_192_kbps.html

Set list:

01. September - Cry For You (Dave Ramone Extended Mix)
02. Timbaland feat. onerepublic - Apologize (mk electro mix)
03. Kurd Maverick - Blue Monday (Vandalism)
04. Ian Carey Project - Get Shaky (Vandalism)
05. Guru Josh Project - Infinity 2008 (Klaas Vocal Mix)
06. Lady Gaga - Just Dance (TS Remix)
07. Basshunter - All I Ever Wanted (WideBoys Club)
08. Sharam feat. Daniel Bedingfield - The One (Vox Mix)

Terça-feira, Abril 21, 2009

Nokia N97

Meu futuro telefone.

Sábado, Abril 18, 2009

Opções para enforcar Tiradentes

Diretamente de São Paulo, mas com informações atualizadas das boas que vão rolar na Cidade Maravilhosa, venho (tentar) listar o que vai ter por aí nesse feriado prolongado (pra quem vai enforcar Tiradentes duas vezes, uma vez na segunda e outra na terça-feira). São várias festas bem parecidas e bem diferentes ao mesmo tempo.

Pra hoje, sexta-feira, recomendo fortemente a festa Ítalo Sensations, no Lounge 69 (na Farme de Amoedo). No line up, mais uma vez, os mais que consagrados Diogo Reis (Moo), Felipe Mustache (Calzone), Gustavo MM e Badenov.

Pra sábado, duas opções. Em primeiro lugar a tradicional festa StereoZero na 00 (ao lado do Planetário da Gávea) com os DJs Cobra e José Roberto Mahr. O negócio é chegar cedo porque deve estar bem cheia, pois além da festa normal que rola todos os sábados, parece que vai ser a celebração da centésima apresentação da peça Os Difamantes, ou algo do tipo.

A segunda opção de sábado fica por conta da festa Bootleg, novamente no Lounge 69, onde o convidado é Victor Kill (ES), um dos grandes nomes da cena capixaba e residente do club The One (ES) . O lineup também conta com Leo Janeiro, Marcio Careca e João Paulo. Envie seu nome e de seus amigos para a lista amiga em: bootleg@emociona.com.br.

No Domingo, desta vez, a edição do Bailinho será realizada no Lounge 69, a partir das 20h. Com nome na lista amiga sai a R$ 30, e toda a renda será revertida ao espetáculo teatral Clandestinos (não confunda com o albergue em Copacabana!). Os DJs Rodrigo Penna, João Falcão, Galalau e Sergio Marimba comandam a diversão.

Na segunda-feira ,também duas opções. Uma é a festa 4 Clubs, também na 00, com Leo Janeiro, João Paulo, Vitor Sobrinho (de BH) e Electroholics. A entrada na hora custa R$ 40, mas com nomes na lista amiga (segunda@emociona.com.br) o preço cai pra R$ 30 homem e R$ 20 mulher, de consumação.

A outra opção de segunda-feira fica é a festa de 5 anos da caixa-de-fósforos (Fosfobox), com uma porrada de DJs no lineup, dentre eles, Leo Janeiro e João Paulo (você deve estar pensando: "caralho, de novo???"), Bernardo Campos, Pedro Mezzonato, Renato Bastos, Breno Ung, Felipe Mustache, Tatá, Kammy e Flutuance. Entrada: R$ 30 sem flyer e R$ 20 com flyer.

Terça-feira, Abril 14, 2009

Sobre equipamento de DJ's

Como vocês sabem, o DJ normalmente é um músico frustrado. Eu, particularmente, admito isso. Sempre quis aprender a tocar piano. Como eu nunca consegui ou tive oportunidade de aprender e já tou velho pra isso, eu acabei sendo DJ.

Brincadeira.

Eu na realidade sempre quis ser DJ por causa da house music e do aspecto sócio-cultural que o DJ representa enquanto ícone da vida noturna. Mas isso é uma longa história, não é pra ser falado aqui.

Mas é bom lembrar que nem todo o DJ é DJ. Tem uns que são, outros que estão, e outros que pensam que são DJ.

Ser DJ é mais que trocar discos numa festa e não necessariamente quer dizer que você tenha que fazer piruetas e scratches o tempo inteiro.

A bem da verdade, o que eu quero falar mesmo é que nem sempre o equipamento faz o DJ. Tem que ter um talento mais subjetivo que isso. Mas para não sairmos desse post para uma tese de doutorado em antropologia musical, vamos falar de equipamentos de DJ. Inicialmente falaremos das CDJ's e como elas vieram a surgir, de forma bem resumida:

Quando o CD resolveu tomar o lugar do vinil no mercado musical brasileiro, os DJ's ficaram órfãos de um equipamento que suprisse a versatilidade do Pitch e do Manejo do vinil adaptado ao CD. Na época, isso era tido como impossível ou improvável para os otimistas.

Ainda assim, os DJ's até o final dos anos 90 preferiam tocar de vinil bolacha original, e esses discos por causa disso assim eram fabricados.

Nessa época surgiram os primeiros aparelhos de CD com Pitch. Era algo bem tímido, mas já tinha alguma coisa. Isso era 1994 praticamente, pois na época comprei meu primeiro par de CDJ-500II. Mas antes disso:

Uma delas foi a Denon (com o Denon 2000MK2 Duplo Deck) e logo depois veio a Pioneer (com a CDJ-500G e CDJ-500II) com um conceito mais "direto" em relação às necessidades dos DJ's e que, como nós sabemos, acabou virando o "Industry Standard" bem como o "Entry Level Equipment" para qualquer DJ no mundo - Lugar esse que era ocupado somente pela Technics/National.

Esses players ainda são utilizados até hoje, mas em suas novas versões, cujos diversos modelos você pode ver aqui. Tem uma história da Pioneer e seus equipamentos aqui.

Agora com a revolução da MP3 a coisa tá mais complexa. Os Vinil-Chatos continuam achando o vinil o máximo (principalmente os Dj's de Hip Hop), os viciados em CDJ não conseguem mais mixar de Vinil e os mais progressistas já usam equipamentos vinculados a Notebooks para usar MK2 e CDJ (tudo depende da configuração da casa ou do gosto do cliente) para otimizar seus sets e, acima de tudo, evitar levar trambolhos para eventos.

As fabricantes de equipamentos de DJ's são várias hoje em dia. Tem Pioneer, Denon, Numark, Gemini, Stanton, Technics, American DJ, e uma penca de outros. Mas os top 4 que eu consideraria seriam Pioneer, Denon, Numark e Technics e tá bom.

Quando eu tive em Miami mês passado eu vi um equipamento novo da Denon, o DN-S3700. Eu vi lá na Guitar Center da Kendall Dr. em Miami Downtown e vi ele fora do pacote e mexi um pouco nele.



Ele parece todo bonito e funcional, mas não é. Eu já tive um modelo da Denon, antes de encontrar jesus e comprar um Serato (eu já já vou falar dele), mas a grande verdade é que eu me desfiz do equipamento porque ele detinha diversas falhas (dentre elas uma complexidade de uso muito grande), falhas estas que permaneceram nos equipamentos posteriores, e esse modelo não ficou diferente.

Os botões continuam a ser botões feitos de borracha branca da faber castell (e com o tempo voce aperta o play e a faixa acaba não tocando), o pitch continua mole demais (impede a precisão do pitch e o mesmo sai do ponto constantemente, até com vibração de grave), e os efeitos atrelados ao console já são desnecessários e fazem você se confundir nas funções essenciais do aparelho.

Ou seja, entre usar um efeito e dar um STOP súbito na música, não custa. E fora que a Denon sempre teve um grande problema em deixar seus equipamentos de forma a serem fáceis de utilizar, mas eles ainda acham que o maior diferencial deles é ter milhões de recursos em um só aparelho.

Independente da marca da fabricante, minhas maiores críticas em relação aos CD Players profissionais para DJ's são:

1) Impossibilidade de tocar MP3 ou outros formatos de forma imediata, salvo possibilidade de update de firmware, se tiver (Nota: 70% dos CDJ's nas atuais casas noturnas não tocam Mp3);

2) Necessidade de gravação de CD para utilização do aparelho, ou seja, mesmo que você use MP3 - salvo em algumas exceções - você vai ter que gravar CD's com as novidades. As exceções são se voce tiver entrada USB no aparelho ou então um HD com Mp3 para plugar no mesmo e se o aparelho for compatível, o que é uma tremenda loteria.

3) Manutenção: Se você tiver um aparelho desse quebrado, senta e chora, porque arrumar manutenção desses aparelhos no Brasil é suicídio.

4) Preço: Uma CDJ-1000Mk3 custa no barato uns R$3.000,00 (três mil reais), eu acho. Uma CDJ-800Mk2 custa R$2.000,00 (dois mil reais), aproximadamente. (Preços do Panda Import). Nada contra o colega vendedor, ele é um excelente fornecedor, mas você não vai achar preços mto agradáveis nem mesmo lá fora.

Eis que de repente vieram os tal dos Vinyl Emulators, a qual o Serato - da Rane - é um dos exemplos. Mas é bom lembrar que ele não foi o primeiro, mas foi o melhor até agora. O primeiro a qual tive conhecimento foi o Final Scratch. Mas o Final Scratch caiu no esquecimento porque o fabricante do Hardware (Stanton) não se deu muito bem com o Fabricante do Software (Native Instruments, o criador do Traktor). E aí deu merda.

Pois bem. O Serato funciona assim: Voce tem 2 discos de vinil (ou CD) e voce usa um Notebook para tocar a MP3. Eu tenho uma explicação mais prática e visual nesses três videos aqui (na ordem) 1, 2, 3.

Independente de qualquer coisa, o importante é mencionar nesse post que a Rane - fabricante da Serato - Lançou há 10 dias atrás sua nova versão do equipamento. Abaixo eu coloco o vídeo de apresentação do novo aparelho bem como o lançamento e as diferenças principais do novo equipamento (Serato SL3) contra o anterior (Serato SL1) que é o que eu tenho.

Basicamente eles oferecem uns updates óbvios, como por exemplo fornecer um adaptador AC, um pre-amp de phono na caixinha e isolamentos de hardware para melhorar a qualidade do output final do som. Sensacional, mas pouco tangível no ponto de vista da propaganda.



Esse é o Serato SL3.



Essa é a explicação dos upgrades feitos no hardware.

Note que no final o cara menciona claramente que "quem tem a versão SL1 vai ter direito aos updates de software também". Esse tipo de consideração você não vê em outras fabricantes de hardware de DJ.



Como gravar seus SETS com o SL3.

Basicamente é isso. Vou procurar saber mais sobre isso, mas o que eu tou achando é que eu vou vender meu Serato atual e comprar um novo. Lá fora só custa U$100,00 a mais do que a versão anterior (de U$599,99 custa U$699,99).

Ah sim, a web do Serato Scratch Live 1 e 3.

Domingo, Abril 12, 2009

Sterozero @ 00 (Zero Zero)


Ontem foi dia de visitar a festa Stereo Zero, na 00, Restaurante, Bar e Lounge, fincado ao lado do Planetário da Gávea. Chegamos em torno das 23h30 e o estacionamento já estava cheio, apesar do feriado, o que seria um bom sinal. Fomos recebidos pela sempre muito simpática Priscila Lima, hostess super-tatuada da casa e também integrante da Pavê Gastronomia Visual.

Logo na entrada vi umas pessoas famosas, tipo Selton Mello (do recente filme "meu nome não é Johhny") e Bruno Mazzeo (ator daquele tv show "Cilada"). Infelizmente não tinha representantes famosas femininas, tipo Luana Piovani tomando porrada na pista ou algo do tipo, então vou ficar devendo dessa vez. :)

De cara, reparei que fizeram uma mudança do lado de fora, ou seja, na parte do lounge: colocaram caixas de som, que reproduzem o que está sendo tocado na pista. Notei que a vantagem de utilizar esse tipo de equipamento é que você pode desligar quando quiser, e deixar o Lounge mais silencioso, já que existe uma separação acústica em vidro entre lá e a pista. E quando quiser estrondar, é só aumentar o volume.

Nas picapes, Cobra e José Roberto Mahr, sempre mandando uns Houses finos, Electros, etc, vindos dos clássicos e chegando até nos últimos lançamentos. Devia ter tentado gravar alguns vídeos pra ilustrar melhor, mas só o que deu pra fazer foi tirar umas fotinhos (abaixo, Mahr no comando, com uma fotinho tirada do meu celular Nokia E71, que dá pra notar que não é muito sofisticado em termos de foto). Se não me engano no site da 00 tem uma rádio online - não conferi o som, mas deve ser algo similar ao que toca por lá. Com preço de lista-amiga a R$ 20,00, acho uma das melhores opções do Rio de Janeiro em custo-benefício - por isso estou quase sempre por lá.

Aproveito também para publicar um fato engraçado: neste site tem uma reportagem sobre a festa StereoZero com a foto de um sujeito que dizem se tratar do Cobra, mas não é ele não... Onde será que arrumaram isso??