quarta-feira, abril 08, 2009

NUTH LAGOA - THE FIRST TRY


Mês passado foi o dia de conhecer a Nuth da Lagoa. Pois é, fique sabendo você, se é que não sabia, que além da “tradicional” Nuth da Barra, agora também tem Nuth Centro e Nuth Lagoa! Dizem as más línguas, inclusive, que as próximas filiais serão Nuth Tijuca e Nuth Méier. Mas enfim, vamos falar da Nuth Lagoa, que é a bola da vez.


Pra começar, posso dizer que nunca gostei muito da Nuth (a da Barra, que era a única que eu tinha tentado ir (ou ido) até então). Vou explicar o porquê. Sempre ouvi falar, e não sei até hoje se é verdade, que a Nuth, na realidade, não é uma boate aberta ao público em geral, é um clube de sócios. Pra você entrar pra essa sociedade não basta pagar. Convenhamos, se fosse assim seria fácil demais. Mas não, você tem que ser escolhido, indicado, passar por um processo de seleção, e pode ser que nunca seja aprovado - durma com isso. E como se não bastasse ter que passar pela seleção, você tem que pagar um fee anual que te dá direito a frequentar o clube com 1 convidado, exceto em eventos especiais (aí você não tem direito nenhum, e não enche o saco!).

Isso significa que pra você ter o “direito” de entrar lá você precisa ser sócio da casa, ou então pelo menos ser convidado de algum sócio (e estar acompanhado dele no momento da entrada). Caso contrário, ou seja, se você não for sócio, se você não chegar lá bem cedinho e ficar na pontinha da fila esperando (rezando pela) a sua vez de entrar, você corre o risco de fazer figuração na porta a noite inteira, por horas a fio, mesmo que esteja chovendo canivete ou nevando. É uma merda. É um saco. Mas é assim que funciona a Nuth da Barra.

Sempre achei isso muito escroto, mas até acho que eles têm razão de ser assim. Só fico revoltado de não divulgarem isso mais aberta e claramente ao público em geral. E aí o que acontece é que as pessoas vão até lá sem saber que aquilo é um clube restrito, e acabam pagando mico, se espremendo na fila que nem entrada de final de campeonato no Maracanã, muitas vezes sem conseguir entrar.

Isso, sim, é uma falta de respeito. E pior: acho que grande parte do sucesso da casa acontece em função das filas lotadas na porta – maioria composta pelos “figurantes” que estão ali bancando os palhaços em prol do lucro do dono da casa, muitas vezes sem nem saber que estão se submetendo a esse tipo de papel. Eu mesmo já fiz isso várias vezes até descobrir em que tipo de furada estava me metendo, e hoje em dia só apareço lá quando sou convidado ilustre, em eventos muito especiais de música eletrônica (ex: DJ MARKY, num dos posts mais abaixo).

Mas fora todo o meu ranço pela Nuth da Barra, foi vez de me arriscar na Nuth da Lagoa. Tipo, dar uma chance nova. Pois então, num desses finais de semana da vida resolvi orbitar por lá em torno de 1h da manhã. Tinha uma fila pra entrar, pequena, diga-se de passagem, e isso foi um bom sinal. Acho que em menos de 5 minutos eu já estava de cara com as hostess da casa e pronto para adentra-la (à boate). Aliás, eram duas mulheres bonitas e bem arrumadas ao invés de seguranças truculentos – ponto positivo pra Nuth Lagoa!

Eu tinha conseguido colocar meu nome na lista bem cedo, antes de chegar lá, então foram só R$ 70 de consumação mínima (bagatela), sem entrada. Se não me engano o preço sem nome na lista é de R$ 100 de consumação, ou algo por aí, não muito fora dos padrões das boatezinhas do mesmo nível pela cidade.

Ao entrar, dei uma percorrida pelo lugar pra fazer o reconhecimento. No primeiro andar, de cara, fica a pista de dança – já vou falar sobre ela. No segundo andar tem um lounge com mesas e cadeiras pra sentar, provavelmente jantar alguma coisa, e beber, obviamente. Também tem um balcão com um barman servido as biritas danadas. O terceiro andar estava fechado pra uma festa privada, cheia de coroas, então não pudemos ficar por lá. Provavelmente deve haver cardápios para o jantar espalhados por esses andares, mas nem cheguei a vê-los.

Pra início de conversa, não sei porque escolheram um terreno tão estreito pra construir aquele lugar. Não tenho muita noção de distância, mas deve ter uns 5 ou 6 metros de largura, no máximo, e o espaço útil fica menor ainda por conta do balcão de um lado e mesas e cadeiras do outro (que as pessoas fazem questão de empurrar para o meio da pista, para que possam ficar com mais espaço reservado ainda pra elas mesmas). E colocaram um espelho bem grande do lado direito pra dar uma maior sensação de espaço aberto, mas acho que não adiantou muito. A decoração interna, por sua vez, é muito boa.

O lugar estava extremamente apertado, quase não dava pra transitar de um lado pro outro. Os garçons móveis também passavam de um lado pro outro carregando coisas, e ficava difícil de ficar parado num lugar só, sem ser incomodado por alguém querendo passar.

O atendimento dos barmen do balcão foi bem rápido e ágil apesar do crowd que se formava ao redor deles. Acho que esse bom nível de serviço se deu conta à boa quantidade de funcionários nessa parte da casa, que faziam um bom serviço. Neste ponto, estão de parabéns.

A freqüência da casa é composta basicamente de patricinhas e mauricinhos, como era de se esperar para um lugar deste tipo. Quanto ao DJ que estava tocando, não sei o seu nome, mas o tipo de música estava adequada aos padrões e de acordo com o esperado – HOUSE, ELECTRO HOUSE – e o volume também. Achei a acústica boa e também os níveis balanceados de graves, médios e agudos (isso na pista, claro). O equipamento do DJ era bom, se não me engano eram CDJ-400 da Pioneer e o mixer era um DJM-800 (me corrijam se estiver falando besteira).

Quando resolvi sair para a conta e ir embora dormir, a coisa foi bem rápida, mas acho que isso só aconteceu porque a casa ainda estava bem cheia e animada no momento em que eu me pirulitei, ou seja, as pessoas não estavam querendo ir embora todas ao mesmo tempo. Nessa altura do campeonato não me lembrava mais se tinha 1 ou 2 caixas para receber os pagamentos, mas de qualquer forma tenho certeza de quem fosse tentar sair um pouco depois de mim ia passar um leve perrengue na fila.

Resumo: achei o lugar bem alto nível em termos de decoração, instalações, incluindo mobiliário, equipamentos de som, etc. O terreno, em si, poderia ter sido maior, pros sócios da casa ficarem menos encaixotados, mas agora eu acho que esse é o tipo de coisa que “já era”, só construindo tudo de novo. O atendimento das hostess, dos barmen e do caixa foram exemplares e estão de parabéns. O DJ e a qualidade do som também merecem uma boa nota. O preço é meio caro para ter que ficar com calor e apertado no meio da multidão, só isso que eu acho que conta ponto negativo. Os caras têm que colocar uma lista amiga, um flyer, algo do tipo, e também fazer uma programação mais eclética, variada nas vertendes da HOUSE MUSIC e com DJs de peso do Braisl e do mundo, assim como a matriarca Nuth Barra.

E espero, de coração, que a Nuth Lagoa não funcione no esquema de entrada restrita do tipo “clube de sócios”, para que as pessoas comuns não fiquem sofrendo na fila observando, sem poderem fazer nada, os sócios, amigos de sócios, PIMPs, gringos endinheirados, transsexuais da vida, acompanhantes, filhos de pessoas importantes e etc. penetrarem a barreira dos seguranças com o consentimento de todos os organizadores e nada ser feito a respeito. Preconceito total com as pessoas "comuns", caído.

2 comentários:

Flávio disse...

tu tá de sacanagem?
tá ficando velho?
escreve uma verdadeira redação sobre o lugar e não fala sobre as mulheres. Não é porque tu tá namorando que não pode dar uma dica para os teus amigos solteiros.
Espero que tu adicione mais 1 ou 2 belos parágrafos sobre isso.
Abs diretamente da França.

Marcelo KPZ disse...

Hahhahahaa... Gostei da pedida. REalmente, bem lembrado, não comentei sobre esse aspecto. Vou fazer um adenum para o último post, não se preocupe. :)

Abs, Kpz.