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quarta-feira, janeiro 02, 2013

AVALIAÇÃO DAS FESTAS DE REVEILLON NO RIO DE JANEIRO

Gostaria de saber como foram as principais festas de Reveillon aqui no Rio de Janeiro, se o serviço estava adequado, se estava calor, se o som estava legal, se teve fila, se a bebida acabou antes da hora, se comida estava boa, enfim, se o preço pago pelo ingresso valeu ou não a pena. 

Andei procurando hoje pela internet por eventuais reviews, e até agora só encontrei os comentários sobre a festa Modinha (clique aqui e divirta-se), em que a galera tá metendo o malho na festa por uma série de problemas de infraestrutura, tipo banheiro sujo, chão molhado e escorregadio, falta de bebida/comida, etc. 

Só conheço uma única pessoa que foi nessa festa, e já obtive uma visão da parte dela, que publico de forma resumida aqui: "Para ser muito sincera, achei que a organização falhou em vários pontos sim... mas às vezes acho que o povo é reclamão demais! A música estava ótima e não vi faltar bebida, o serviço no bar estava lento, mas sempre que fui pegar alguma coisa, consegui! Achei ruim o esquema da comida (poucos atendentes, filas gigantes e afins) e pouco banheiro... como sempre nessas festas (mas tinha banheiro químico - que fui, não estavam nojentos e não tinha fila). Acho engraçado só que ficam reclamando, mas a quantidade de gente que vi completamente bêbada na festa foi surreal. Muitos que reclamaram ali deviam estar de mau humor ou ressaca! Não fiquei bêbada, por opção, curti bastante a festa e fui embora 5 e pouco só porque estava cansada. Enfim, tem sempre alguém pra reclamar!"

E se você tiver algum review, resenha, revisão, comentário etc pra fazer de alguma festa no Rio de Janeiro (MAM, Palaphita, 00, Marina da Glória, Jockey, Royal Tulip, Copacabana Palace, Londra, Morro da Urca, Forte de Copacabana ou qualquer outra), mande pra mim diretamente por email (marcelokpz@gmail.com), para que eu possa postar, ou deixe um comentário no final da página. 

Obrigado. :)

domingo, novembro 11, 2012

RESENHA SOBRE UMA FESTA DE CASAMENTO COMO DJ

Ontem toquei novamente numa festa de casamento. Depois de ter tocado em centenas de festas de amigos (em plays, apartamentos, e em casas de festas), em algumas casas noturnas abertas ao público tipo Clandestino e Casa da Matriz, e em Casamentos dos mais diversos tipos, ontem foi mais uma vez de testar minhas habilidades numa festa deste tipo.

Sempre tive ciência do desafio que é tocar num casamento. Em primeiro lugar porque é uma responsabilidade muito maior do que uma festa “normal”. É um momento único na vida daquelas duas pessoas que estão casando, em que você tem que colocar todas suas habilidades pra funcionar em prol da pista de dança cheia e animada. O menor erro na escolha de uma música é facilmente perceptível na pista. Eu vejo sempre isso quando vou em festas de casamento, sobretudo porque eu sou DJ também, e DJ fica reparando no outro DJ tocar.

Bem, na realidade em qualquer festa, de qualquer tipo, isso acontece também, e também é perceptível por algumas pessoas (não todas, é claro), mas acho que num casamento você fica um pouco mais preocupado quando isso acontece. E é meio inevitável, a não ser que você tenha liberdade total e absoluta na escolha das músicas, o que às vezes não acontece. Vou contar abaixo minha experiência, o que aconteceu comigo, e deixo aqui uma dica pros  navegantes de primeira viagem, para que possam ter a melhor performance possível. 


DEFINIÇÃO DAS MÚSICAS - Bem antes da festa acontecer, pra começar, rolam as reuniões pra definir as músicas da mesma. O que eu mais vejo por aí são os DJs pedindo aos clientes para definir uma lista de RITMOS/ESTILOS que os clientes querem que toquem, e daí escolherem pra cada ritmo algumas músicas (5? 10? Sei lá, um número baixo) que QUEREM que toquem necessariamente (ex: JayZ - Empire State of Mind (feat. Alicia Keys)) e algumas que NÃO QUEREM que toquem de jeito nenhum (ex: MACARENA). O resto, o DJ resolve ele mesmo na hora. Uma coisa que eu fiz desta vez, e funcionou bem, foi fazer uma pré-seleção de músicas que eu achei que iria tocar na festa e entreguei aos noivos, para que pudessem primeiro ter uma noção do que eu iria tocar mais ou menos, e segundo para que pudessem já fazer essa segunda seleção (o que TOCA e o que NÃO TOCA) com base nessa lista. O problema foi que eu gastei muito tempo (e eles também) na discussão minuciosa dessa lista, e no final das contas não adiantou tanto quanto eu pensei que fosse adiantar, porque na hora da festa há milhares de outras variáveis, e você acaba por não seguir 100% à risca o que foi combinado. É claro que eu avisei antes pra eles que mesmo tendo feito a lista detalhada, na hora da festa tudo poderia acontecer, e eu poderia usar outras músicas, inclusive não tocar algumas “MUST HAVE”. O que eu não poderia fazer é tocar uma determinada música classificada como NÃO TOCAR. Fora isso, eu teria liberdade pra fazer o que precisasse ser feito, pra bombar a pista. Então, no final das contas, fazer a lista super-detalhada não agregou tanto valor pra festa em si quanto eu pensava, ainda que a iniciativa tenha sido muito válida e importante para a festa. Ter feito isso me ajudou a entender com muito mais detalhe o estilo de música que eles gostam, eu também dei todo o suporte pra “lembrá-los” das músicas importantes e bombásticas, mas a lista em si não serviu muito como referência fixa e determinante das músicas a serem tocadas na festa. Acho válido continuar fazendo esse processo, mas com mais desprendimento ainda na hora da festa. O DJ, na hora da festa, não pode ficar atrelado àquela lista fixa. Esse processo tem que ficar claro na  cabeça do DJ, até pra ele explicar aos noivos como a coisa funciona (teoria x prática). 


CAIXA DE RETORNO E VOLUME DO SOM NA PISTA – uma coisa que eu até hoje fico na dúvida sobre o melhor método de funcionar é a questão do volume do som na pista de dança versus a utilização de um retorno na “cabine” do DJ. É porque sem o retorno dá pra ouvir melhor a pista, e ter uma noção do volume que tá tocando. Já com o retorno ligado você não consegue diferenciar qual volume está vindo do retorno e qual está vindo na pista, de modo que fica sem saber com muita precisão se o som na pista está alto ou baixo. Além disso, como nessa festa o som estava MUITO alto, e as caixas bem do meu lado, o som ali na cabine já era BEM ALTO também, e somado ao som do retorno, ficava mais alto ainda. Isso significa que era difícil ouvir meu próprio headphone, eu tive que colocar quase no volume máximo! Sem falar na destruição do meu aparelho auditivo, devo ter ficado 1% mais surdo depois de ontem! Então, acho que duas coisas podem ser feitas pra melhorar ainda mais isso na próxima vez. Em primeiro lugar, quem define o volume MASTER do som da pista é a galera do P.A., e o DJ não tem nada a ver com isso. Quer dizer, o DJ pode até opinar, se sair da cabine pra ir ao banheiro ou beber água, e achar que o som tá baixo demais, pode pedir ao técnico de som pra mantê-lo mais alto, mas a responsabilidade de manter, durante toda a festa, o mesmo nível sonoro, é dele, do técnico de som (do P.A.), e não o DJ. Eles devem inclusive trabalhar em parceria/sintonia pra fazer esse ajuste fino. Em segundo lugar, acho que é um pouco desnecessário (no meu caso, pelo menos) um retorno dentro da cabine, porque eu não mixo usando o som externo ambiente, uso só o som que sai do headphone, então pra que um retorno? Eu não preciso dele. Tanto que do meio pro final da festa eu mesmo desliguei o retorno e ficou tudo bem. Em suma então, o DJ deve calibrar o volume do mixer em parceria com o técnico de som ANTES DA FESTA, e o DJ fica responsável somente por manter o VU meter dentro dos limites (sem deixar distorcer), ou seja, próximo do ZERO dB, e não mexe em mais nada de volume. Sendo assim, só o técnico de som mexe no volume master, e fica toda hora indo na pista pra ver se o volume está bom, ajustando-o. Dessa forma, o DJ não tem que fazer isso (ficar saindo da cabine pra descobrir como tá o volume do som – porque lá de dentro não dá pra saber direito, como já expliquei), e também não precisa usar retorno (desnecessário, no meu caso). 

COMIDA E BEBIDA – no meu contrato, estabeleci que eu poderia comer e beber à vontade, como se fosse um convidado, inclusive álcool, se quisesse (apesar de que não bebi). Só que isso tem que ser melhor combinado com o pessoal do bar, com o respaldo total de alguém competente e responsável pela festa (ex: cerimonialista ou alguém do buffet), porque nessa festa, eu tive que ficar saindo pra pegar bebida e comida do lado de fora, porque os caras não passavam ali pelo som direito. Comida nem pensar. Bebida, às vezes. Eu tinha que pedir, pedir várias vezes, e mesmo assim não adiantava. A ordem tem que vir de algum superior, alguém que seja de fato responsável pela coordenação da festa. Logo, fica a dica, é bom solicitar antecipadamente que isso seja comunicado ao pessoal da festa, porque a bebida (água, refrigerante) tem que ser abundante, caso contrário o DJ "morre de sede" e não trabalha direito. Ou então tem que ficar saindo do som toda hora, e isso também atrapalha um pouco seu trabalho. O DJ é o TERCEIRO elemento MAIS IMPORTANTE da festa – os dois primeiros são os noivos – e por isso tem que ser ultra bem tratado. 

FUNK E SAMBA – ouvi opiniões bem diversas, de amigos meus que já casaram e que estão para casar daqui a pouco, a respeito de tocar samba e funk. Opiniões bem divergentes, inclusive. Tem um amigo meu carioca que ADORA FUNK, e falou que na festa dele praticamente só vai rolar isso (modo de dizer, é claro). Esse mesmo camarada falou que detesta samba na festa, acha muito baixo nível. Parece um contrassenso né? Pois é. E outros amigos meus que gostam de samba já têm uma opinião diferente, gostam de funk também, e acham que tem que tocar, e também acham que samba deve ser tocado. Na festa de ontem tinha muito paulista e gringo (mais velho), que é um público que teoricamente não gosta de funk. E foi exatamente isso, toquei uns 2 ou 3 funks e vi que a galera não se empolgou muito (o que já era esperado, mas combinamos de fazer esse "teste"). O único sucesso foi a versão house do RAP DAS ARMAS, que bombou absurdamente. Então toquei mais uma ou duas músicas mixando bem rápido, e troquei de ritmo. Acho que no total toquei só uns 15 minutos de funk, se for muito. Já no samba, coloquei pra tocar o meu pout-pourri com os melhores refrões de samba, e o pessoal gostou pra caramba. Em suma, esses ritmos meio controversos têm que ser “testados” na hora e no local da festa, e dependem da reação do público pra você continuar tocando. Não tem outro jeito. Acho que é sempre bom tocar os dois, funk e samba, e sempre mais do meio pro final, é claro, e ver a reação da pista. No funk, comece com as mais clássicas de casamento (tipo “Eu tô tranquilão” e “Se ela dança, eu danço”, etc), e se o público responder bem, passe para as próximas. Tem um tópico meu aqui no blog que fala especificamente sobre isso, dá uma procurada. Os sambinhas que eu usei foram (não exaustivamente): Liberdade liberdade, Chora, De bar em bar didi um poeta, Sonho meu, Delirio sensual, É hoje o dia da alegria, etc. Não coloquei os nomes dos sambas, mas palavras-chaves que remetem a eles. 

QUEM PODE PEDIR MÚSICA – esse é um ponto que eu já deixo bem esclarecido no meu contrato de discotecagem: só quem pode pedir música é o noivo e a noiva, e mais ninguém. Caso eles discordem dessa cláusula, eu coloco escrito que eles podem definir mais uma pessoa pra pedir músicas, e essa pessoa tem que ser previamente definida, antes da festa, e não pode ser mudada (ex: um padrinho-chave ou a cerimonialista). Eu coloco isso escrito mais como uma ressalva, pois é claro que se alguém me pedir uma música boa, que faça sentido na hora da pista, e eu concorde, eu vou tocar, porque eu tenho essa liberdade de escolha de músicas. Mas é chato pra caramba vir TODA HORA alguém no som pra pedir músicas que não fazem sentido, e ainda fazer cara feia pra você se você disser que não conhece a música, ou conhece mas não tem no case. É bom ter essa cláusula que eu comentei presente no contrato, pois se o convidado reclamar com o noivo/noiva que você não acatou o pedido dele, você só faz essa relembrança da cláusula aos noivos, e tá tudo certo. Aí sim, se o noivo/noiva quiserem realmente que a música seja tocada, eles vêm falar com você eles mesmos, e ai você acata o pedido, se tiver a música no case, é claro. Meus contratos de festa são super mega detalhados com essas coisas, pra deixar bem claras as regras do jogo antes de começar, e para que eu não fique em nenhuma situação de aperto. 

PISTA VAZIA NO INÍCIO DA FESTA – doce ilusão do DJ ou dos noivos que acharem que a pista vai se encher de convidados mega animados e saltitantes de felicidade e alegria na primeira música que você tocar. Na festa de ontem especificamente, logo que a pista foi aberta pela primeira dança dos noivos, eles se preocuparam em primeiro fazer uma social com os convidados mais ilustres, antes de saírem "aloprando", riscando a pista de dança. Então eles fizeram a primeira dança, a segunda, e depois saíram pra falar com as pessoas, agradecer etc (até porque tinha MUITA gente de fora da cidade e do país, eu acho). Ficaram mais ou menos 1 hora fazendo isso, longe da pista. Bem... o que faz a pista encher são os noivos na pista, convocando as pessoas, e com os padrinhos também ajudando nessa tarefa. Sem isso, a pista não encher naturalmente, porque todo mundo tá sóbrio, ainda tímido, e também querendo relaxar, beber seu drink, observar as pessoas, as coisas. Ninguém começa a dançar loucamente, "do nada", só porque começou formalmente a festa. Uma forma de mitigar esse “problema” é, como já falei antes, colocando noivos/padrinhos pra dançar desde o início, e também colocando um estilo musica que agrade os mais velhos, como Disco Music dos anos 70 por exemplo. Os mais velhos têm um relógio biológico diferente, eles começam a festa mais cedo e acabam mais cedo (vão embora antes, etc), têm menos inibição (pela experiência de vida, etc), e raramente saem à noite pra dançar como os jovens fazem, então eles estão ansiosamente aguardando o momento de ir pra pista balançar o esqueleto, ouvir e recordar aquele flashback sensacional que lembra a época de juventude, etc. Os mais velhos normalmente são aqueles que abrem a pista, então as músicas do início da festa têm que ser colocadas pra eles. Os noivos de ontem não quiseram de forma alguma colocar música dos anos 70 na festa, mesmo depois de eu insistir muito nas reuniões de briefing (afinal, a festa é deles, fazer o que??), então no início da festa os mais velhos não tiveram esse “call”, o que acabou por só começar a encher a pista no momento em que os noivos deixaram de fazer a social com os convidados e vieram pra pista. Em suma, sugiro alinhar as expectativas com os noivos com relação à pista cheia no início da festa fortemente atrelada à necessidade presença deles nela, e à música Disco dos anos 70 para atrair os mais velhos. Depois que a pista estiver cheia, aí você pode ir tentando outras coisas, passar o ritmo pra alguma coisa dos anos 90, um samba-rock, ou algo que o valha. 

RADIO EDIT x EXTENDED MIX – uma coisa importante num casamento é não tocar uma música muito longa por muito tempo, porque as pessoas enjoam. Tem que ficar alternando de música o mais rapidamente possível, a cada 3 minutos, eu diria. Dessa forma, se você tem no seu case EXTENDED MIXES de 8 minutos, que têm 2 minutos só de introdução (fora a música em si, que é gigante), comece a pensar em comprar músicas radio edit ou versões mais curtas, pois caso contrário você terá que mixar a música no meio (depois do primeiro refrão, digamos). O ideal mesmo é ter versões curtas pra não ter que fazer isso, porque algumas vezes a mixagem feita no meio da música pode ficar esquisita (normalmente fica). Eu geralmente mantenho duas versões, uma mais longa e uma mais curta, mas em 99% dos casos acabo usando a mais curta mesmo, de forma que, na dúvida, mantenha sempre que possível no case a versão mais curta.  

COMUNICAÇÃO COM OS RESPONSÁVEIS DURANTE A FESTA – na festa de ontem, especificamente, senti alguma dificuldade disso. Primeiro porque o som estava bem alto, e era difícil ouvir e ser ouvido. Segundo porque o cerimonial era confuso e desorganizado. Tinha duas meninas que falavam comigo, alternadamente, e às vezes as mensagens trocadas e os comandos/direcionamentos eram diferentes. Os amigos do noivo por exemplo quiseram entrar no meio da festa com instrumentos de percussão pra fazer uma batucada de samba. Isso foi combinado na hora, ok, mas as duas cerimonialistas se alternavam pra vir falar comigo sobre o assunto, e cada hora uma falava uma coisa, e acho que elas não se comunicavam entre si... Foi uma confusão só pra combinar o horário exato que eles iriam entrar, se era antes do funk, depois do funk, qual era a “deixa” etc. Outro problema foi o horário de fim da festa. Primeiro (antes da festa) fiquei sabendo que a festa terminaria 24h, e me programei para tal. Quando cheguei lá, recebi uma folha impressa com a programação, que dizia 23h30, mas ao discutir o cronograma com cerimonial e noivo, imediatamente antes da festa, eles falaram que ia acabar indo até 24h. Quase no final da festa recebi a informação de uma das cerimonialistas de que a mesma teria que acabar 23h30, senão pagaria hora extra. Logo depois a outra veio e falou que poderia ir até meia noite, mas que 10 minutos antes de meia noite eu deveria tocar uma música pra expulsar a galera (tipo New york, New york). Ai depois veio a outra de novo perguntando porque eu nao tinha desligado o som ainda, pois já tinha passado de 23h30! CACETA! As duas não conversam entre si, e eu que fico de f*dido no meio da história, sem saber o que fazer, sem orientação correta. Acabou que no final das contas eu toquei o máximo possível (pelos noivos!), ou seja, música normal até 23h50, e depois a saideira New york New york. Se alguém pagou multa ou hora extra, não sei. Só sei que eu segui sempre as instruções mais recentes que me foram passadas. Mas é importante sempre determinar com o máximo de clareza e objetividade quem é o responsável por passar os comandos da festa (volume, músicas, hora de começar, terminar, etc), preferencialmente que seja uma pessoa só, do cerimonial. E falar com os noivos é muito difícil, eles estão sempre ocupados, esqueça essa ideia. 

IR AO BANHEIRO – Desta vez, por acaso, não levei um DJ substituto pra tocar, no caso de minha ausência pra ir ao banheiro, por exemplo. Dá pra fazer isso? Dá... Mas é complicado, sobretudo se você for beber uns drinks alcoólicos/diuréticos, ou se tiver problema intestinal crônico (por sorte, não é o meu caso). O banheiro da casa de festas de ontem era individual, ou seja, cada pessoa ocupava o banheiro por vez, e nenhuma outra poderia usar enquanto isso. Apesar de ter uma quantidade de banheiros maior do que 1, ainda assim havia fila na porta. E o banheiro era longe da pista, não dava pra ir e voltar toda hora. Eu só fui ao banheiro uma vez durante as 6 horas de festa, acho que porque eu suei muito, por sorte. O “staff” da festa até tinha um banheiro teoricamente exclusivo pra usar, mas os convidados estavam usando esse também, então todos estavam quase que o tempo todo ocupados. Por pouco não passei um sufoco, graças ao fato de não ter bebido álcool. Se tivesse que ir ao banheiro toda hora, tava ferrado. É bom também “mapear” esse processo antes da festa, saber quantos são e quais são os banheiros, onde estão localizados, se você tem a “prerrogativa de furar fila”, se tem algum banheiro alternativo pra usar em caso de emergência, etc. Pense sempre no pior cenário (caganeira, fila, etc), e tenha uma solução alternativa.

BACKUP DE EQUIPAMENTOS – o pessoal de som e luz (Let’s Groove) levou, a pedido meu, um case com CDJ e mixer, para o caso da minha Controladora ou Mac falhar. Antes da festa começar eu já espetei meus pen drives nos CDJs, testei cada um deles minuciosamente, relembrei os botões importantes do CDJ e do mixer, enfim, dei uma testada geral no som, nas mixagens. Inclusive a minha controladora foi ligada diretamente em um dos canais do mixer da Let’s Groove, que por sua vez estava ligado diretamente ao som, em brigde. Ou seja, se minha controladora falhasse, era só dar um passo para o lado e apertar o PLAY no CDJ, pois tudo já estaria engatilhado e pronto pra tocar imediatamente. Também acho importante levar headphones extras. O meu Sennheiser resolveu falhar um dos lados, intermitentemente, no meio da festa. Imagina se os dois lados falhassem? Como eu ia mixar sem headphone? Nessa festa eu tinha levado um headphone auxiliar, mas na hora de separar o equipamento em casa quase deixei ele de lado. Não faça isso! Leve 2 headphones! Aliás, leve TUDO dobrado, se puder, pois quem tem 2 tem 1, e quem tem 1 não tem nenhum. 

Pra concluir a minha análise de prós/contras dessa minha última performance e deixar as dicas para os DJs novatos, e fazer os comentários de cada item individualmente, gostaria de dizer que foi novamente uma experiência sem igual tocar num casamento, que certamente vai me ajudar nas festinhas menores, e que talvez me proporcione tocar em mais e mais festas de casamento, que eu gosto tanto. É claro que o DJ tá sempre aprendendo, mas da minha parte pelo menos sempre me esforcei ao máximo pra fazer o melhor possível, tocar as melhores músicas, fazer as melhores mixagens, e manter a pista cheia e animada. Espero que na cabeça dos convidados e dos noivos eu tenha sempre obtido sucesso no meu objetivo. E que venha o próximo casamento!

domingo, abril 08, 2012

FESTA FOFOCA - RESENHA

Neste último sábado rolou a primeira edição da festa "Fofoca", nova iniciativa da galera da festa "Segredo". Eu não pude ir, mas uma amiga minha foi e fez uma curta resenha no Facebook, a qual transcrevo aqui agora sem qualquer alteração. Em suma, parece que a demanda foi muito maior do que a oferta, e houve um colapso no sistema. Pelo menos a música estava boa! :)


"bom, chegamos lá e ficamos tomando uns bons drink no hipodromo. o andre foi la na porta perguntar se poderia comprar antecipado, e eles disseram que nao. teria que comprar e entrar. blz. meia noite fomos entrar e estava uma fila gigante e desorganizada. ficamos 1,5 h na fila (eu acho) e no final quando estávamos na porta, falaram que só entrariamos qd alguem saisse. fiquei p da vida, um bando de mal educado furando fila e a gente fica do lado de fora. enfim, entramos e a fila do banheiro foi a primeira coisa que vi. umas 20 mulheres aguardando.. fiquei sabendo que so havia 2 banheiros na festa. o lugar estava abarrotado de gente, um calor infernal, o ar condicionado nao deu vazao. o bar bem cheio tambem. a musica foi boa. na hora de sair, mais 30 minutos de fila. ahhh um adendo: eles divulgaram que a capacidade era de 500 pessoas, mas conversei com um atendente do bar, que disse que a casa comporta somente 300. resumo: uma merda"

sábado, abril 07, 2012

BOATE PRAIA - FALTA DE RESPEITO

A boate PRAIA, que fica localizada na Lagoa, no Rio de Janeiro, onde foi o local de nights antigas de respeito como Resumo da Ópera, Trash, Melo Melo e outras, hoje em dia é um local onde a falta de respeito com o público é uma coisa corriqueira. 


Vi essa reportagem abaixo no jornal O GLOBO, e posso dizer que, por ter frequentado local assiduamente por um bom tempo aos domingos, realmente o nariz em pé por conta da "GERÊNCIA" de lá (os funcionários estão fora desta) é bem grande. Um absurdo total, um local que espero nunca mais pisar. Em suma, UM LIXO.



segunda-feira, janeiro 02, 2012

LATINO FOI EXPULSO DO PALCO NO REVEILLON

Essa notícia saiu depois do Reveillon, você já deve ter ouvido falar nela. Sendo bem imparcial, acho o seguinte... O "David do Guetto", no fundo, está com a razão. Contrato é contrato, e ele não quis abrir mão do direito que ele tinha de começar a tocar no horário correto... Latino deu mole achando que tudo se resolveria no "jeitinho brasileiro". :)

Foto: Guilherme Leporace


AVALIAÇÃO - REVEILLON CARIOCA 2012 (HOTEL INTERCONTINENTAL)

Hoje é segunda-feira, dia 02 de Janeiro de 2012. O reveillon acabou de acontecer, e eu fui um dos que passou a virada na festa REVEILLON CARIOCA, que tradicionalmente acontece no ex-Hotel Intercontinental, atualmente Royal Tulip, em São Conrado. Vou fazer um review do que aconteceu na festa, que pra mim teve nota geral 7, o que não é ruim, mas foi uma queda com relação ao ano passado.

Pra começar, esclareço que acho que organizar um evento não deve ser nada fácil. São muitas as variáveis, os problemas que podem acontecer, as dificuldades. Às vezes o organizador acerta, às vezes ele erra, mas o que se espera é que ele tenha uma curva de aprendizado crescente, e que vá diminuindo os problemas ao longo do tempo, e melhorando os resultados. Dessa vez não foi isso que aconteceu, e acho que a festa teve um decréscimo de qualidade este ano. Vamos destacar os pontos fortes e fracos.

1) O INÍCIO -- Entrar na festa foi fácil e rápido. Apesar da chuva e do vento, a fila estava organizada, rápida, e a abertura da festa aconteceu exatamente no horário marcado, às 21h. Logo que cheguei, a pista eletrônica estava fechada. O Segurança me falou que "o DJ não tinha chegado". Não sei se era mentira ou não, mas acho que a pista só abriu umas 21h30, mais ou menos. Os garçons também estavam um pouco perdidos no início da festa, não tinha gelo filtrado pra colocar nas bebidas, e eles mesmos não sabiam se já poderiam começar a servir os convidados ou não. Havia um clima de "final de arrumação de festa", onde os últimos detalhes são ajustados -- podia-se observar garçons passando pra lá e pra cá carregando caixas de bebida. Senti que a qualquer momento alguém ia me pedir ajuda pra carregar alguma coisa. :) Em suma, achei organizado por causa do horário de abertura pontual, mas em compensação acho que algumas coisas de fato ainda não estavam prontas na hora correta. Pelo menos o organizador respeitou o horário de entrada, até porque chovia e ventava muito lá fora. No ano passado também respeitaram os horarios, mas os DJs, mesmo os de eletronica, comecaram a tocar na hora correta, entao esse ano foi levemente pior a entrada/inicio. Nota 7

2) BEBIDAS -- as bebidas estavam no mesmo esquema dos anos anteriores, ou seja, com excelentes marcas, e muita fartura. De bebida alcóolica, eu só bebi vodka com redbull, e acho que a maioria das pessoas também, por isso o atendimento deixou bastante a desejar durante toda a festa, pois demora mais pra preparar, afinal são 3 itens diferentes a serem colocados no copo. Mas, nos anos anteriores não tinha visto nada disso, você chegava ao balcão e pegava a sua bebida em 30 segundos, pois a quantidade de garçons acho que devia ser maior, ou então eram profissionais mais experientes, rápidos e organizados. Esse sempre foi justamente o ponto de maior qualidade da festa, mas esse ano foi o pior. Dessa forma, pra conseguir pegar uma birita era uma disputa a tapas com as outras pessoas da festa. Conseguir a atenção do garçom era difícil, então essa tarefa levava uns muito mais tempo do que o normal. A situação piorou substancialmente quando estavam faltando 20 minutos para a virada, pois todos queriam pegar uma taça de champagne no momento de ir para a praia. Só que os garçons poderiam ter avisado que 10 metros à frente em direção à saída já havia garçons com taças de champagne esperando as pessoas que fossem cruzar o corredor para sair da festa e passar a virada na areia. Se essa informação tivesse sido compartilhada, pessoas não passariam a virada do ano ainda a caminho da praia, como eu. Ou seja, essa dificuldade toda pra pegar birita foi o maior ponto fraco da fresta, e nos anos anteriores era o maior ponto forte. Isso fez a a minha percepção geral sobre a festa cair muito. Nota 4 esse ano pra birita.

3) BANHEIROS -- eram os próprios banheiros do hotel, então eram enormes, totalmente limpos e perfumados, excelente. Não havia fila pra entrar, pelo menos no dos homens. No das mulheres havia uma fila, mas acho que não era tão grande assim. Os banheiros tinham o mesmo esquema do ano passado, com um algo a mais: colocaram também alguns banheiros quimicos extras na area externa da festa, onde era o "fumódromo", ou seja, quem fosse lá fora pra fumar também poderia apreoveitar e tirar uma agua do joelho de forma mais rapida. Nota 10.

4) ESTRUTURA DE MÉDICOS/BOMBEIROS -- reparei que tinha uma ambulância com UTI móvel, e também uns 3 ou 4 médicos que estavam num salão da festa atendendo pessoas passando mal, como de costume. Também havia uma brigada de incêndio com vários caras, que estava preparada pra resolver qualquer situação de emergência. Nao lembro como foi a estrutura do ano passado, mas creio que tenha sido igual. - Nota 10

5) CONFUSÃO -- não vi NENHUMA briga na festa, apesar dos seguranças terem feito um esquema de monitoramento ostensivo, eles ficavam em cima de plataformas, um pouco acima do nível das pessoas que estavam na pista de dança, no chão, dessa forma podiam enxergar bem melhor e com mais distancia, pra ver se alguma coisa ocorria errada. Não mudou nada com relação aos anos anteriores, quando também não teve porrada. Nota 10.

6) PÚBLICO -- as pessoas estavam comentando que tinha 2 mulheres para cada homem. A festa estava cheia de pessoas bonitas, sim, mas acho que estavam mais mal educadas. Senti isso no momento de pegar as biritas no balcão e também de enfrentar a fila para fazer a ceia no restaurante do hotel. Piorou em relação aos anos anteriores. Nota 7 pra essa galera.

7) QUITUTES -- Alguns garçons estavam distribuindo quitutes em bandejas, pra lá e pra cá. Eu não comi nenhum, mas tive a leve impressão de que tinha menos garçons trabalhando para a distribuição de quitutes como nos anos anteriores. Nem sei se estavam bons ou não, mas apresentaram várias variedades. Nota 6

8) JANTAR/CEIA -- Fila de uns 5 minutinhos, ou seja, bem rápida. Entramos e rapidamente nos servimos. A comida estava farta e deliciosa. Pegamos uma mesa grande que estava livre, e comemos com nossos amigos coisas como cordon bleu, massa recheada, etc. A mesa do buffet apresentava muita variedade, e pudemos comer na mesa todos juntos com conforto, e o refrigerante foi servido à mesa pelos garçons do salão. Nivel de qualidade e variedade excelente, nota 10.

9) PISTA ELETRÔNICA -- nos dois unicos momentos em que eu entrei, num deles tava tocando Rafael Nazareth, e no outro Ask 2 Kit (grupo formado por Marcelinho CIC, Leo Janeiro e mais outro VJ que eu nao lembro o nome agora). Eu, particularmente, odeio o som do ASK 2 KIT. Eu não consigo entender as musicas deles, acho muito chatas, insuportaveis. Nao são nem musicas populares/comerciais, mas também não são nada underground, então fica meio no limbo, me parece uma coisa meio sem sentido. Acho que já teve epocas anteriores que o CIC tocava sozinho, e mandava muito melhor, eu era fã do cara. Mas hoje em dia eles sempre tocam essas músicas chatas e meia boca que eu nem mesmo reconheco, e na minha opinião, acho que quase ninguem gosta. Nao sei COMO esses caras fazem esse sucessso que fazem. Nota 6

10) CAFÉ DA MANHÃ -- tomei café praticamente no horario que o salão abriu. Comi aquele tipico cafe da manhã de hotel, com paezinhos, presunto, queijo, salsicha, ovos mexidos, suco de laranja, etc. Acho que foi a  melhor coisa que teve pra arrematar a festa, e estava excelente. Nota 10.

11) PISTA POP -- Sobre a Pista Popular, vi somente um pedaço dos shows, mas meus amigos que estavam comigo lembraram bem: tivemos a impressão de que MC MARCINHO não apareceu na festa (ao menos até 5h da manhã). Ele estava contratado pra tocar, mas parece que nem apareceu por lá. Fiquei chateado porque um grupo de amigos nossos queria ver o show dele. Mas, fazer o que agora?? Reclamar e pedir o valor do ingresso de volta? Será que tem alguma politica nesse sentido? Pelo menos as outras bandas taveam legaizinhas... Nota 7

EM SUMA, acho que a festa foi boa, mas a decepção foi no fato de que a gente já foi nessa festa 3 vezes (contanto com essa vez agora), e a festa sempre foi EXCELENTE, sem ressalvas, e pela primeira vez esse ano tivemos algumas ressalvas, sobretudo com o atendimento nos bares. Nós sabemos que problemas eventualmente podem acontecer, então eu acho que vale a pena para os Organizadores colherem essas reclamações, esses comentarios, críticas, juntarem tudo analisarem uma por um, pra ver o que faz sentido ou não, e depois fazer planos de ação para remediá-los. Desta forma, poderei escrever um novo review daqui a 1 ano mostrando que foi um problema pontual, e que as pessoas podem com certeza esperar a REVEILLON CARIOCA como a melhor festa de reveillon já inventada, como eu já havia dito antes.

domingo, novembro 06, 2011

RIO SCENARIUM -- LIXO

Ontem, 05 de Novembro, um sábado, fiquei na dúvida se ia pro tradicional Bar Bukowski ou pro Rio Scenarium. Resolvi dar uma variada, e fui pro Rio Scenarium. Dessa vez vou tentar não só falar MAL, mas também destacar as coisas boas da casa, pros desavisados.

Começando pelas coisas boas, acho que o lugar é super tradicional, atrai turistas do Brasil e do mundo inteiro também, o "ambiente de antiquário" é bem bacana e rústico, e tem espaço sobrando pra umas 4 mil pessoas (imagina quanto dinheiro o dono da casa não ganha!). Outra coisa legal de lá é que tem uns 10 bares espalhados por todos os andares, o que torna a tarefa de pedir uma cerveja uma coisa relativamente fácil. Pedimos uma porção de pastéis de carne que levou uns 3 minutos para chegar à mesa, muito rápido também. Eu gosto do atendimento dos barmen e garçons que trabalham lá, estão de parabéns.

Agora olhando por um outro lado, eu já não sou fã de samba, chorinho, essas porcarias, então musicalmente o local pra mim é uma derrota total. O DJ também não colabora, coloca umas músicas desconhecidas (quando tá rolando um pop), e ainda fica berrando no microfone a toda hora, parecendo um baile funk na favela (ridículo). 

Outro ponto negativo é que lá eles não vendem Redbull, e também nenhum energético, o que eu acho extremamente caído. Como é que uma casa noturna não vende energético????

Agora, a segunda pior coisa do Rio Scenarium é a fila, tanto pra entrar quanto para sair. Chegamos no local umas 23h, e a fila ia da porta da casa até a próxima esquina. Quando nos posicionamos na fila, ela ainda cresceu mais até a metade do próximo quarteirão. Tudo bem que andava rápido, levamos uns 45 minutos para entrar, mas era algo de monstruoso. E outra: fila pra entrar, tudo bem, mas e a fila pra SAIR? Acho um absurdo ter que ficar 1 hora em pé para conseguir fazer um pagamento de uma cartela (essa eu tive que furar)...

Finalmente o fator mais negativo da casa é a frequencia. Tudo bem, algumas pessoas não escolhem se vão ser ricas ou pobres, se vão morar bem ou mal, se são feias ou bonitas, se sabem se arrumar ou não, se têm educação, se têm todos os dentes na boca, e eu não estou culpando ninguém por isso nem querendo ser  preconceituoso, mas o tipo de pessoa que vai lá é muito baixo nível. Como é que um lugar consegue atrair tanta gente esquisita, que não sabe nem falar direito, mal educada, etc? Sem falar na quantidade absurda de gringos querendo encontrar uma piranha brasileira pra conseguir sexo fácil. Eu posso falar isso tranquilamente porque eu sou feio e moro mal, mas eu procuro ser uma pessoa civilizada -- e isso não acontece muito por lá, o ambiente é extremamente hostil e de baixíssimo nível, e eu não frequento esse tipo de lugar mais.

terça-feira, outubro 25, 2011

MELHOR SET DE DRUM & BASS DO MUNDO

Sem dúvida nenhuma, esse é o melhor set de Drum & Bass que eu já ouvi na vida, da época que o Shy FX tocava um clownstep pesado pra cacete, ao invés de ficar tocando só reggae. Quem tá de MC com ele é a MC Tali.

Pra escutar decentemente, baixa a mp3, e bota pra tocar num som que necessariamente tenha subwoofer. Se prepara. :)

quarta-feira, outubro 12, 2011

BLACK BAR LEBLON -- UMA VEZ PRA NUNCA MAIS

Já havia passado pela porta da casa umas duas vezes pra fazer um pré-night, mas me assustei com o fato do local ser, teoricamente, um bar, e ter consumação mínima de R$ 50. Mas ontem foi uma data especial, aniversário de uma velha amiga, então tive o desprazer de entrar no BLACK BAR, no Leblon, que fica ao lado da boate Melt.

Esse foi um dos piores lugares que eu já fui na minha vida. Se você nunca foi, não perca seu tempo. Vamos começar a malhar a casa então. O local em si é bem pequeno, muito apertado. O pessoal da entrada faz questão de deixar entrar todo mundo que chega, então o ambiente fica intransitável. Fora a quantidade de clientes (muito mal educados e de narizinho em pé) que ficam de pé, que ocupam todos os espaços possíveis, a quantidade de garçons circulando é bem grande, e eles são muito mal educados; saem empurrando mesmo, sem pedir licença. Um amigo meu um pouco mais estressado deu um esporro absurdo em um deles, e que ainda era esguio, poderia ter um pouco mais de boa vontade e passar pelas frestas, ou mesmo pedir licença com educação ao invés de sair empurrando. 

Outra situação bem chata é que tem uma servente meio gorducha que fica passando pra lá e pra cá com uma vassoura e um balde na mão, também sem pedir licença e com muita pressa de chegar.

O atendimento do bar é um lixo, demora muito. Quase cheguei a sugerir ao gerente que trocasse uns 2 garçons por 2 barmen, pois isso diminuiria o fluxo de garçons atropelando as pessoas pelos corredores e aceleraria a produção de coquetéis. Isso porque a faixa etária da parada é BEM alta (várias coroas tipo Gretchen), então a grande maioria consome drinks (e não bebidas prontas como cervejas), o que requer um número maior de preparadores de drinks. 

E os próprios garçons ao invés de tentarem amenizar a situação, só pioram: eu estava à beira do bar tentando pedir uma cerveja (sem sucesso), e comecei a perguntar aos garçons que entravam e saiam o tempo todo do bar se um deles poderia pegar uma cerveja pra mim, quando recebi uma resposta ríspida de um deles do tipo "rapaz, eu não tô podendo não, pede pra ele aqui ó", e apontou para o barman. De volta à estaca zero.

Agora, a pior característica da casa, sem dúvida nenhuma, é o garçom cabeleira que resolve "atacar de DJ". Pois é, eu acho que os caras resolveram economizar na contratação de um profissional de fato, e colocaram alguém que parece ter vindo direto do trabalho como coiffeur num salão de beleza (!), com um headphone quebrado e um case de CDs gravados, trabalhando de dentro do balcão de bebidas (quase confundi com o garçom, e não foi uma vez só não). 

Porra Sr. dono do Black Bar, pelo amor de Deus, pelo menos coloque alguém pra tocar que saiba o que é MIXAR uma música com outra, porque se for pra ouvir um sambinha a cada troca de música eu vou na quadra do Salgueiro que é melhor. RIDICULO colocar um cara pra tocar que não tem idéia do que é fazer uma mixagem. E o pior de tudo é que tinha um bando de véia sacudindo o esqueleto pra um lado e pro outro, sem nem se ligar... Nunca mais volto nessa espelunca.

segunda-feira, setembro 19, 2011

COMO ESCOLHER SUA FESTA DE REVEILLON

Já vi algumas pessoas comentando/perguntando qual seria a melhor festa de Reveillon aqui do Rio de Janeiro. Bem, eu já fui a 3 festas diferentes nos últimos 5 anos, e posso dar alguns insights. Use as recomendações com cuidado, pois é bom lembrar que o orgnizador da festa pode ter mudado de um ano pro outro, ou então ter melhorado significativamente os aspectos que eram negativos, etc. Eu imagino que a tendência de uma festa que foi ruim em um determinado ano seja melhorar nos anos seguintes, e as festas que já eram boas se tornarem melhores ainda. 

Na minha opinião, é importante avaliar alguns critérios-chave como por exemplo: 

(a) as bandas/DJs que vão se apresentar;
(b) qual a empresa que está organizando; 
(c) a estrutura e acesso ao local do evento; 
(d) os serviços de comida e bebida que serão oferecidos, e finalmente; 
(e) o preço do "pacote". 

De qualquer forma, a opinião dos amigos que foram às festas nos últimos 2 anos, no máximo, é o critério MAIS IMPORTANTE, então consulte já os seus. E vamos às mini-resenhas.

JOCKEY -- essa foi precisamente no reveillon de 2007. O nome da festa é Rio Reveillon, e o ingresso custou uns R$ 240 na época, e era permitido levar seu próprio espumante. Ainda bem que eu levei, porque o serviço de bebidas da festa parecia uma choppada mal organizada. Era uma fila bizarra pra pegar a bebida, a cerveja estava quente, o copo de uísque daqueles pequenos de 200 ml, não tinha um balde de gelo pra colocar a champagne que eu tinha levado, não tinha lugar na mesa pra sentar... Além disso, nem consegui chegar perto da comida, pois era uma fila interminável, num lugar extremamente barulhento e com um cheiro horrível de gordura/fritura no ar. A idade média da molecada era MUITO baixa, me senti um Tio Sukita. A pior coisa foi o fato do espumante da festa só ser servido de 23h30 à 01h00 -- nem preciso dizer que nem consegui ver a cor dessa bebida... Não recomendo, nota 4.

MAM -- essa eu fui no reveillon de 2005, se não me engano. O organizador da festa é o mesmo até hoje, pois o nome da festa continua sendo Reveillon da Cidade Maravilhosa. O preço foi uns R$ 350, se não me engano. Na ocasião dessa festa, lembro que algumas coisas bizarras aconteceram. A primeira delas foi ter faltado copo de plástico transparente/duro pra beber champagne (que eu tinha levado meu espumante nessa também). A comida da festa era servida numas cumbucas coloridas que pareciam de presidiário, e não havia talher para usar -- tinha que comer com a mão mesmo. Detalhe que a comida era um macarrão com presunto nojento, com molho ralo. Também lembro que o ar-condicionado da pista interna (DJ Marlboro) parou de funcionar no meio da festa (verão carioca bombando, imagine...), e que o tapete que estava no chão se despregou e virou um BOLO de pano largado no meio da pista, que nem uma baleia encalhada. Nota 5.

HOTEL INTERCONTINENTAL -- melhor festa do Rio de Janeiro, organizada pela galera do EMOCIONA, chama-se Reveillon Carioca. Já fui 2 vezes, e se não me engano o preço é uns R$ 300-400. Simplesmente a festa tem todas as bebidas liberadas do início ao fim, sem faltar nada, e de marcas boas: Absolut, Red Label, Redbull. Além disso tem sorvete Hagen-Dazs liberado, e um jantar/buffet muito BOM preparado pela equipe do próprio hotel, com uma fila muito rápida, de uns 5-10 minutos somente. No final da festa, café da manhã liberado, preparado pela mesma galera do jantar, ou seja, de igual alto nível. Geralmente a festa tem 2 pistas, uma mais eletrônica, e outra mais hip-hop/funk ou com show de alguma banda tipo Evandro Mesquita, ou MC Sapão, por exemplo (ilustrativo). No caso desse ano, teremos Santa Clara, Sapucapeto e MC Marcinho. Na hora da virada é possível sair do hotel e ver os fogos na praia de São Conrado, e depois retornar para a festa, usando uma pulseirinha. Nota 10.

---=== OUTRAS FESTAS ===---

MORRO DA URCA -- nunca fui, mas já me falaram que é uma festa alto nível e principalmente com um visual legal, pois dá pra ver a cidade inteira, e os fogos de vários lugares diferentes.

MARINA DA GLÓRIA -- na época que tinha show da Ivete o preço era comparável ao do Hotel Copacabana Palace, mas também devia ser uma boa festa. Também nunca fui nessa, mas me falaram que é alto nível.

HOTEL COPACABANA PALACE -- evento organizado pela Let's Groove, parece ser a mais cara e VIP festa da cidade, mas também o preço é 3 ou 4 vezes o do segundo colocado, então acho que não vale a pena.

PALAPHITA -- foi iniciado, se não me engano, pela galera da MOO ou de alguma dessas festinhas descoladas. Não soube de ninguém que tenha ido, então não sei se foi legal. Mas fico com a impressão de que o som não pode ser muito alto, pois existem muitos prédios em volta. Em compensação, tem o mega visual da Lagoa.

quarta-feira, agosto 31, 2011

BINGO PLAYERS - CRY (JUST A LITTLE)

Há 20 dias sem postar nada, ocupado com outros projetos pessoais, parei rapidamente pra revisar as músicas que tinha tocado na última festa em que fui DJ (sexta-feira passada em Ipanema), e me lembrei dessa aqui, que acabou ficando esquecida, ou seja, não toquei. Mas, queria ter tocado, acho ela bem maneira, e tem um estilo de vocal bem clássico... Vê se curte aí! :)


terça-feira, maio 31, 2011

NIGHTS NOS ESTADOS

Fiz uma viagem junto com outros amigos durante o mês de Maio pelos Estados Unidos. E, como em todas as minhas viagens, a trabalho ou para fazer turismo, não poderia deixar de conhecer as nights/baladas de cada cidade, pra depois poder comentar aqui e colocar alguns vídeos, eventualmente.

As cidades visitadas, de oeste para leste, foram San Francisco (5 dias) e Los Angeles (2 dias) no estado da California, Las Vegas (5 dias) no estado de Nevada, New York (5 dias) no estado de New York e Miami Beach (3 dias) na Florida.

Pra começar, as músicas que tocam nas nights lá são basicamente as mesmas em todos os clubs, e os caras chamam essa seleção de "TOP 40's". Não ouvi nada muito diferente do que toca no Brasil, a não ser por um ou outro lançamento que ainda não chegou por aqui, como por exemplo a música "6 Foot 7 Foot" do Lil Wayne. Mas o que me chamou mais a atenção não foi a parte musical, mas sim a infraestrutura dos clubs, que estão muitos anos-luz à frente de qualquer coisa que exista no Rio de Janeiro, São Paulo ou outra capital por aqui.

A gente descobriu um esquema muito bom pra saber quais são e ir direto aos bons locais da cidade, onde os locais também vão, e sem perder muito tempo: encontrar um VIP HOST local, ou seja, um cara que te assessora sobre qual a melhor night daquele dia, te busca no hotel com o carro dele, te coloca pra dentro do club sem fila, e te mostra como funcionam as coisas naquele local, como é a cultura da casa, o tipo de música, os spots, etc. Isso nos custou até U$ 100 por pessoa por dia (o mais caro), e somente nos dias e em locais mais disputados pelo público. Mas, posso dizer que vale muito a pena, sobretudo se você estiver num grupo grande de homens num local que tenha uma fila muito grande (1 a 2 horas de fila, com risco de não entrar...). Um dos cavalheiros que nos prestou esse serviço foi o Mr. Pink, em Las Vegas. O bom foi que ele indicou outros amigos dele que prestam o mesmo tipo de serviço nas próximas cidades que iríamos visitar.

Mas, mesmo sem o VIP HOST, ainda é possível entrar nas nights dessas grandes capitais americanas. Se você chegar na porta e falar com o/a hostess, e estiver num grupo com mais homens que mulheres, vai ser gentilmente informado de que para entrar tem que "comprar uma mesa".

Uma mesa custa de U$ 350 a U$ 500, mais ou menos, e dá direito a uma garrafa de 1 litro vodka, somente. Se quiser beber mais, tem que pagar mais -- seja na mesa, ou no bar (mais barato). 

Mas nós, Brasileiros malandros que somos, descobrimos uma outra forma de entrar sem precisar gastar os tubos... basta chegar no local da night um de cada vez, e abordar o hostess dizendo que está sozinho, e que suas "5 amigas Suecas" já entraram antes de você, e estão lá dentro te esperando. É batata: um por um, todos entrarão, com a maior calma do mundo. Mas é claro, esse esquema só faz sentido se não houver fila na porta. Caso haja fila, a melhor coisa é pagar uma mesa ou contratar um VIP HOST.

As nights que fizemos em cada cidade foram:

San Francisco

Infusion - Melhor night, melhor infraestrutura. Não se espante com a proporção absurda de chineses em relação às demais etnias do mundo. Eles chegam todos juntos de limosine, e têm 1,40m de altura, no máximo.

Redwood Bar - É um happy hour meio mistureba, tanto de pessoas quanto de músicas. É uma atração turística, pois o bar inteiro é feito da madeira de uma única árvore (redwoods são árvores colossais que existem nos EUA). Bem, me pareceu que: todo mundo sai do trabalho (de terno e gravata) e vai direto pra lá, e se mistura com umas mulheres com aspecto de prostitutas. Tem gente de todas as idades, de 20 a 60, poucos chineses, e ninguém presta atenção na música que tá rolando, por isso o DJ acaba tocando de tudo um pouco, de MINIMAL TECHNO a HIP-HOP.

Ruby Skye - Tourist trap total. Night estranha, com gente esquisita. Quantidade exagerada de pessoas com aspecto de drogadas, e o DJ era um travesti que tocava um HARD TECHNO sinistro. Assim como no Redwood, ninguém parecia estar ligando muito pra música, desde que a balinha ainda estivesse batendo forte...

Las Vegas

TAO Night Club - Segunda melhor night de Las Vegas, pelo menos das que eu fui. Fica dentro do Venetian, e quem está hospedado lá não paga nada -- basta apresentar o cartão do quarto. Foi lá que conhecemos Mr. Pink. Como toda night em Las Vegas, pode fumar à vontade lá dentro. Tinha umas mulheres contratadas pra ficar dentro de banheiras com pétalas de rosa, o que enfeita bastante o ambiente, e às vezes elas resolvem fazer massagem umas nas outras. Tem uma parte aberta que é bem legal, e o som é maneiro também.


Encore XS - Pra mim, a melhor night de Las Vegas. O club fica dentro do Encore/Wynn (ou um dos dois, não descobri direito), que é uma rede fodona de hotéis. O som é bom, o público é amigável, o local é gigante, com vários bares, vários ambientes, é fácil de pegar bebida.


Marquee - Não gostei muito porque achei o público meio mal encarado. As pessoas estavam de cara fechada, meio que esbarrando, querendo arrumar confusão. Foi uma coisa generalizada, e não um caso único isolado. Isso não aconteceu necessariamente comigo, mas vi rolar isso com outras pessoas. Ponto alto da noite foi o jato de ar GELADO que sai do teto, que algumas vezes fica ligado por várias dezenas de segundos, e que não dá pra ver nada... Doideira total, mas não recomendado pra quem tem claustrofobia.


Wet Republic - Melhor pool party. Gente maneira, clima alto astral, piscina boa, DJ animado, música boa, bar com bom atendimento, etc.


Rehab - Pool party deprimente. Não quisemos ouvir o conselho do nosso amigo Mr. Pink e fomos pra lá de qualquer jeito, ignorando os conselhos dele. Lugar esquisito, cheio de "meetheads", piscina "suja", mulheres com aspecto de prostitutas, etc. Caído, não recomendo.


New York


Kiss and Fly - Night famosa de NY, mas local extremamente disputado do lado de fora, por quem quer entrar. Parecia uma final de FLA x FLU no Maracanã. Por sorte tínhamos a companhia de um promoter local que era Brasileiro e nos ajudou de forma espetacular. O local em si é meio apertado, e quando chegamos tinha muita gente se empurrando que nem louco na pista de dança, caindo em cima das mesas de bebida, fumando maconha, etc. Ouvimos falar que era o primeiro final de semana de férias, então muita gente mais nova saiu pra night naquele dia, então pode ter sido isso.


Butter - Nightzinha no subsolo de um restaurante, clima legal, mas o espaço era meio pequeno. O som era bom também, e o atendimento do bar também. Só que, por algum motivo, a night não encheu o suficiente, e os promoters ou donos do local resolveram encerrar mais cedo, expulsando todo mundo antes das 3am. Também fiquei puto porque fui fumar um cigarro do lado de fora e deixei minha bebida com uma hostess que estava do lado de dentro, e quando voltei a bebida tinha sumido. Nem me deram satisfação.


Hudson Rooftop - Seguindo a dica de outro promoter local, fomos pra essa festa no terraço de um prédio (parece que é coisa comum em NY). Night animada, bom DJ, clima legal. Na abertura da pista o teto retrátil abriu, e pudemos ver o céu de NY. Nada a reclamar também, lugar bacana e vale a pena conhecer.


1OAK - Tinham me falado que era o local que estava bombando mais em NY, mas não achei nada demais. Chegamos num domingo às 22h, seguindo a dica de um amigo Brasileiro que já morou lá, mas o local só abria meia-noite. Fomos um dos primeiros a entrar, e pegamos uma mesa (fomos obrigados). Não achei NADA demais, não recomendo.

Miami


Tantra - Numa quarta-feira, sem ter o que fazer, fomos pra esse local. Casa bem pequena se comparada com todas que já tínhamos ido na viagem. O cardápio musical só tinha DEEP HOUSE, e o DJ era acompanhado por um baterista, que ficava só ensurdecendo o público e atrapalhando o DJ nas mixagens. Um lixo. O local também me pareceu meio improvisado e apelativo (garçonetes com aspecto de puta), e a área "normal" estava muito mais vazia que a área "VIP", só que o preço pra migrar de uma pra outra era U$ 40. Pra quem já tinha pago U$ 30 pra entrar na casa, não dava pra complementar não... Ficamos junto com a plebe.


Arkadia - Indicação de um VIP HOST local, fomos pra lá depois de fazer um happy hour num outro local que eu agora me esqueci o nome (que também era um lixo). O local ficava num hotel a uns 10 min de South Beach (Lincoln ave), e o clima e o som eram MUITO bons. Pena que chegamos quase no final da noite, mas pelo menos usamos o esquema de entrar "um por um", e acabamos não pagando NADA pra entrar desta vez.


Liv - Melhor night da viagem. Esse club tem uma cúpula/domo GIGANTE com luzes cobrindo toda sua extensão, que lembravam uma nave espacial. O som era no esquema "TOP 40's", a infraestrutura era muito boa, inclusive os caras que trabalham no banheiro usam terno e gravata e falam português com nossas gírias locais. O atendimento foi muito bom também, e ainda pudemos ver, de graça, um pocket show do C-Lo Green, que estava comemorando seu aniversário naquele local, e cantou pra galera as músicas CRAZY e FUCK YOU. Simplesmente incrível!
 
Abaixo, os vídeos dos clubs LIV (Miami) e Marquee (Las Vegas).






sexta-feira, novembro 12, 2010

INAUGURAÇÃO CLUB ON 11

Ontem, dia 11/11/2010, rolou a festa de inauguração de um novo club pra música eletrônica aqui no Rio de Janeiro, o Club On 11 (ou Club On11, tudo junto). Pra quem já é velho de guerra na night carioca, sabe que aquele mesmo local (ali no Arpoador, perto do Pizza Hut) já foi antes o B.A.S.E., o Sygno, e muitos outros que eu não me lembro agora. Por ali, já rolou de tudo, desde música eletrônica de qualidade, a funk / hip-hop da playboyzada da bomba. É aquele velho esquema da night aqui do Rio: inauguram o local, no início enche pra cacete, mas depois fica caído, e aí tem que mudar o nome, reformar tudo e re-abrir um tempo depois. Pois acho que foi o que aconteceu, de novo.


Como toda inauguração, é um ensaio pra ver o que funciona, o que não funciona, e fazer os ajustes para a noite em que o local tem que funcionar "de verdade". Digo isso porque vi muitos pontos a melhorar, o que eu acho que faz parte do processo de startup, e espero que os donos estejam atentos a eles. Vamos às críticas construtivas, mas também destacando os pontos positivos.


Nesse evento de abertura, a birita era liberada até 1 hora da manhã. O atendimento nos bares (acho que tinha uns 3) até que estava rápido, mas os garços estavam mal informados. Um deles, por exemplo, me falou que estava sendo vendido redbull à parte, no caixa, mas o caixa não estava aberto antes de 1 hora. Aliás, o caixa estava funcionando de forma absolutamente precária, de forma totalmente manual, só aceitando pagamento em dinheiro, e com a lista de preços impressa em papel branco e impressora jato de tinta, com um ar meio improvisado :)


Tinha uma espécie de área VIP ali em cima do DJ, que fechou depois de certo horário, e só podia subir quem era amigo de não sei quem. Acho que a birita era liberada lá dentro a noite inteira. Isso foi caído porque depois de certa hora as pessoas foram indo embora (afinal, era quinta-feira, e muita gente tinha que trabalhar no dia seguinte), e portanto a pista ficou completamente vazia, mas a área VIP lotada. Os DJs do final da noite tocaram pra quase ninguém.


O som, de altíssima qualidade, com o grave bombando na pista, ensurdecendo qualquer um (no bom sentido). A iluminação, parece que foi feita por um cara da Inglaterra, e segue o estilo de boates como Hot Hot e D-EDGE, ambas em São Paulo. Achei BEM maneiro.


Não fiquei até o final da festa. Saí umas 4 horas da manhã, se não me engano, quando já tinha uma mulherada meio esquisita dançando funk-style. Antes, vi passar pela cabide o João Paulo Pedroza, que dispensa comentários (mandou muito bem) e a Mary Olivetti.


Acho que o pior ponto da noite foi o esquema que fizeram pra galera que queria ir do lado de fora da casa pra fumar. O problema desse esquema é que não podia sair pela porta carregando copo com bebida, e aí tinha que deixar em cima de uma mesinha redonda do lado de dentro. O que acontece é que não existe controle nem identificação dos copos, que ficam ali à mercê da sorte. O que aconteceu, no meu caso, é que roubaram meu copo cheio até a boca de vodka com redbull (valor: R$ 32,00). Tem que dar um jeito nisso urgentemente, porque virou bagunça. Sem contar que o risco de alguém colocar alguma droga na sua bebida é muito alto.


Enfim, com clima de obra ainda inacabada, essa foi a abertura do Club On 11. Espero que realmente se faça de tudo pra manter o alto nível da música eletrônica (como era no Club 69, por exemplo, e como é em tudo quanto é lugar de SP), e não sucumbam rapidamente às pragas da playboyzada carioca como o funk, o hip-hop, e à farofada em geral.


Vídeos feito ontem (sorry pela qualidade do som, fiz no celular)

segunda-feira, maio 24, 2010

PASSAGEM RELÂMPAGO POR MADRID E BARÇA

Depois de uma rápida passagem pela Europa, de uma semana apenas, estou de volta ao Brasil. Foi uma viagem mais futebolística do que qualquer outra coisa, então não tive todo o tempo do mundo para conhecer as nights por lá. Mas mesmo assim, foi possível dar o famoso confere em dois clubs diferentes, um em Barcelona e outro em Madrid.

Vou comentar primeiro o de Barcelona, mais especificamente sobre a night do penúltimo Domingo, dia 16 de Maio. Chegamos ali naquela região do porto e já eram bem umas 3 horas da manhã. Tentamos entrar direto no Opium Mar, mas fomos barrados pelo "fiscal de dress code" da casa - afinal, estávamos muito esportivos (camisetas da Osklen, tênis, etc).

Eis que surgiu a idéia de cairmos para a Catwalk. Fomos avisados pelo segurança que normalmente não poderíamos entrar lá trajando aquele tipo de roupa, mas acho que como a casa estava meio vazia, ele acabou liberando. Fomos muito bem recebidos por uma brasileira chamada Daniele, se não me engano, que conseguiu uns descontos pra gente pagar só 1 drink de 13 Euros como forma de entrada. Aliás, ouvi falar que normalmente na Espanha não cobram nada pra entrar, pra quem tem nome na lista, mas que quem não tem (ou seja, quem tá fora dos esquemas) paga só consumação (que foi o nosso caso).

Chegamos lá e a pista de baixo estava fechada, só a de cima estava aberta, onde rolava um ritmo meio doido de hip-hop latino, tinha uns caras meio com cara de rappers, e a presença de Ronaldinho Gaúcho com dezenas de amigos e amigas dentro do camarote, que fica atrás da cabine do DJ. Tentei fazer contato com ele, tirar umas fotos, mas tinha uma espécie de segurança dele que não deixou que nada disso acontecesse. Até tentei sacar uma foto do jogador, mas ele se esquivou bem na hora, e ela também tentou tapar a cara dele. Bem, de fato a night lá estava meio vazia, e acabou às 5h em ponto, quando acenderam as luzes e fomos todos "expulsos" (a essa altura do campeonato o nosso craque já tinha saído fora pela cozinha, ou algo assim).

No final da semana, Sexta-feira dia 21 de Maio, já em Madrid, fui indicado por um amigo local a conhecer o tal de Gabana, aparentemente um club bem exclusivo na cidade. Desta vez já fui precavido, com uma roupa mais adequada, e não tive maiores dificuldades pra entrar com um grupo de amigos (nem precisamos ficar na fila quando falamos que éramos de fora). Nos cobraram também um drink de consumação, também na casa dos 13 Euros, o que foi tranquilo (comparado ao preço de algumas biritas que tinham lá, como essa da foto abaixo...).

O som do Gabana era mais voltado pra House Music, com algumas músicas locais e outras mais globalizadas, variando do Club ao Electro. O clima dos frequentadores era meio "Bar do Copa", com uns coroas ricos isolados nas áreas VIP, um pessoal mais jovem na pista, etc. Senti um pouco de dificuldade pra conseguir pegar as biritas, pois o atendimento acaba sendo demorado, já que o pagamento das mesmas é feito na mesma hora, e não com o esquema de cartela/cartão de consumação como aqui no Brasil.

Uma coisa que me incomodou muito, sobretudo no Gabana, foi a quantidade de gente fumando cigarro (e de filtro amarelo, ainda por cima). O ambiente ficava enfumaçado e fedorento, até porque era tudo encarpetado (não sei como não pegava fogo).

Olha o precinho da birita!



Essa música bombou na Espanha em geral! Ainda não sei o nome...




Mais um videozinho do Gabana