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domingo, novembro 11, 2012

RESENHA SOBRE UMA FESTA DE CASAMENTO COMO DJ

Ontem toquei novamente numa festa de casamento. Depois de ter tocado em centenas de festas de amigos (em plays, apartamentos, e em casas de festas), em algumas casas noturnas abertas ao público tipo Clandestino e Casa da Matriz, e em Casamentos dos mais diversos tipos, ontem foi mais uma vez de testar minhas habilidades numa festa deste tipo.

Sempre tive ciência do desafio que é tocar num casamento. Em primeiro lugar porque é uma responsabilidade muito maior do que uma festa “normal”. É um momento único na vida daquelas duas pessoas que estão casando, em que você tem que colocar todas suas habilidades pra funcionar em prol da pista de dança cheia e animada. O menor erro na escolha de uma música é facilmente perceptível na pista. Eu vejo sempre isso quando vou em festas de casamento, sobretudo porque eu sou DJ também, e DJ fica reparando no outro DJ tocar.

Bem, na realidade em qualquer festa, de qualquer tipo, isso acontece também, e também é perceptível por algumas pessoas (não todas, é claro), mas acho que num casamento você fica um pouco mais preocupado quando isso acontece. E é meio inevitável, a não ser que você tenha liberdade total e absoluta na escolha das músicas, o que às vezes não acontece. Vou contar abaixo minha experiência, o que aconteceu comigo, e deixo aqui uma dica pros  navegantes de primeira viagem, para que possam ter a melhor performance possível. 


DEFINIÇÃO DAS MÚSICAS - Bem antes da festa acontecer, pra começar, rolam as reuniões pra definir as músicas da mesma. O que eu mais vejo por aí são os DJs pedindo aos clientes para definir uma lista de RITMOS/ESTILOS que os clientes querem que toquem, e daí escolherem pra cada ritmo algumas músicas (5? 10? Sei lá, um número baixo) que QUEREM que toquem necessariamente (ex: JayZ - Empire State of Mind (feat. Alicia Keys)) e algumas que NÃO QUEREM que toquem de jeito nenhum (ex: MACARENA). O resto, o DJ resolve ele mesmo na hora. Uma coisa que eu fiz desta vez, e funcionou bem, foi fazer uma pré-seleção de músicas que eu achei que iria tocar na festa e entreguei aos noivos, para que pudessem primeiro ter uma noção do que eu iria tocar mais ou menos, e segundo para que pudessem já fazer essa segunda seleção (o que TOCA e o que NÃO TOCA) com base nessa lista. O problema foi que eu gastei muito tempo (e eles também) na discussão minuciosa dessa lista, e no final das contas não adiantou tanto quanto eu pensei que fosse adiantar, porque na hora da festa há milhares de outras variáveis, e você acaba por não seguir 100% à risca o que foi combinado. É claro que eu avisei antes pra eles que mesmo tendo feito a lista detalhada, na hora da festa tudo poderia acontecer, e eu poderia usar outras músicas, inclusive não tocar algumas “MUST HAVE”. O que eu não poderia fazer é tocar uma determinada música classificada como NÃO TOCAR. Fora isso, eu teria liberdade pra fazer o que precisasse ser feito, pra bombar a pista. Então, no final das contas, fazer a lista super-detalhada não agregou tanto valor pra festa em si quanto eu pensava, ainda que a iniciativa tenha sido muito válida e importante para a festa. Ter feito isso me ajudou a entender com muito mais detalhe o estilo de música que eles gostam, eu também dei todo o suporte pra “lembrá-los” das músicas importantes e bombásticas, mas a lista em si não serviu muito como referência fixa e determinante das músicas a serem tocadas na festa. Acho válido continuar fazendo esse processo, mas com mais desprendimento ainda na hora da festa. O DJ, na hora da festa, não pode ficar atrelado àquela lista fixa. Esse processo tem que ficar claro na  cabeça do DJ, até pra ele explicar aos noivos como a coisa funciona (teoria x prática). 


CAIXA DE RETORNO E VOLUME DO SOM NA PISTA – uma coisa que eu até hoje fico na dúvida sobre o melhor método de funcionar é a questão do volume do som na pista de dança versus a utilização de um retorno na “cabine” do DJ. É porque sem o retorno dá pra ouvir melhor a pista, e ter uma noção do volume que tá tocando. Já com o retorno ligado você não consegue diferenciar qual volume está vindo do retorno e qual está vindo na pista, de modo que fica sem saber com muita precisão se o som na pista está alto ou baixo. Além disso, como nessa festa o som estava MUITO alto, e as caixas bem do meu lado, o som ali na cabine já era BEM ALTO também, e somado ao som do retorno, ficava mais alto ainda. Isso significa que era difícil ouvir meu próprio headphone, eu tive que colocar quase no volume máximo! Sem falar na destruição do meu aparelho auditivo, devo ter ficado 1% mais surdo depois de ontem! Então, acho que duas coisas podem ser feitas pra melhorar ainda mais isso na próxima vez. Em primeiro lugar, quem define o volume MASTER do som da pista é a galera do P.A., e o DJ não tem nada a ver com isso. Quer dizer, o DJ pode até opinar, se sair da cabine pra ir ao banheiro ou beber água, e achar que o som tá baixo demais, pode pedir ao técnico de som pra mantê-lo mais alto, mas a responsabilidade de manter, durante toda a festa, o mesmo nível sonoro, é dele, do técnico de som (do P.A.), e não o DJ. Eles devem inclusive trabalhar em parceria/sintonia pra fazer esse ajuste fino. Em segundo lugar, acho que é um pouco desnecessário (no meu caso, pelo menos) um retorno dentro da cabine, porque eu não mixo usando o som externo ambiente, uso só o som que sai do headphone, então pra que um retorno? Eu não preciso dele. Tanto que do meio pro final da festa eu mesmo desliguei o retorno e ficou tudo bem. Em suma então, o DJ deve calibrar o volume do mixer em parceria com o técnico de som ANTES DA FESTA, e o DJ fica responsável somente por manter o VU meter dentro dos limites (sem deixar distorcer), ou seja, próximo do ZERO dB, e não mexe em mais nada de volume. Sendo assim, só o técnico de som mexe no volume master, e fica toda hora indo na pista pra ver se o volume está bom, ajustando-o. Dessa forma, o DJ não tem que fazer isso (ficar saindo da cabine pra descobrir como tá o volume do som – porque lá de dentro não dá pra saber direito, como já expliquei), e também não precisa usar retorno (desnecessário, no meu caso). 

COMIDA E BEBIDA – no meu contrato, estabeleci que eu poderia comer e beber à vontade, como se fosse um convidado, inclusive álcool, se quisesse (apesar de que não bebi). Só que isso tem que ser melhor combinado com o pessoal do bar, com o respaldo total de alguém competente e responsável pela festa (ex: cerimonialista ou alguém do buffet), porque nessa festa, eu tive que ficar saindo pra pegar bebida e comida do lado de fora, porque os caras não passavam ali pelo som direito. Comida nem pensar. Bebida, às vezes. Eu tinha que pedir, pedir várias vezes, e mesmo assim não adiantava. A ordem tem que vir de algum superior, alguém que seja de fato responsável pela coordenação da festa. Logo, fica a dica, é bom solicitar antecipadamente que isso seja comunicado ao pessoal da festa, porque a bebida (água, refrigerante) tem que ser abundante, caso contrário o DJ "morre de sede" e não trabalha direito. Ou então tem que ficar saindo do som toda hora, e isso também atrapalha um pouco seu trabalho. O DJ é o TERCEIRO elemento MAIS IMPORTANTE da festa – os dois primeiros são os noivos – e por isso tem que ser ultra bem tratado. 

FUNK E SAMBA – ouvi opiniões bem diversas, de amigos meus que já casaram e que estão para casar daqui a pouco, a respeito de tocar samba e funk. Opiniões bem divergentes, inclusive. Tem um amigo meu carioca que ADORA FUNK, e falou que na festa dele praticamente só vai rolar isso (modo de dizer, é claro). Esse mesmo camarada falou que detesta samba na festa, acha muito baixo nível. Parece um contrassenso né? Pois é. E outros amigos meus que gostam de samba já têm uma opinião diferente, gostam de funk também, e acham que tem que tocar, e também acham que samba deve ser tocado. Na festa de ontem tinha muito paulista e gringo (mais velho), que é um público que teoricamente não gosta de funk. E foi exatamente isso, toquei uns 2 ou 3 funks e vi que a galera não se empolgou muito (o que já era esperado, mas combinamos de fazer esse "teste"). O único sucesso foi a versão house do RAP DAS ARMAS, que bombou absurdamente. Então toquei mais uma ou duas músicas mixando bem rápido, e troquei de ritmo. Acho que no total toquei só uns 15 minutos de funk, se for muito. Já no samba, coloquei pra tocar o meu pout-pourri com os melhores refrões de samba, e o pessoal gostou pra caramba. Em suma, esses ritmos meio controversos têm que ser “testados” na hora e no local da festa, e dependem da reação do público pra você continuar tocando. Não tem outro jeito. Acho que é sempre bom tocar os dois, funk e samba, e sempre mais do meio pro final, é claro, e ver a reação da pista. No funk, comece com as mais clássicas de casamento (tipo “Eu tô tranquilão” e “Se ela dança, eu danço”, etc), e se o público responder bem, passe para as próximas. Tem um tópico meu aqui no blog que fala especificamente sobre isso, dá uma procurada. Os sambinhas que eu usei foram (não exaustivamente): Liberdade liberdade, Chora, De bar em bar didi um poeta, Sonho meu, Delirio sensual, É hoje o dia da alegria, etc. Não coloquei os nomes dos sambas, mas palavras-chaves que remetem a eles. 

QUEM PODE PEDIR MÚSICA – esse é um ponto que eu já deixo bem esclarecido no meu contrato de discotecagem: só quem pode pedir música é o noivo e a noiva, e mais ninguém. Caso eles discordem dessa cláusula, eu coloco escrito que eles podem definir mais uma pessoa pra pedir músicas, e essa pessoa tem que ser previamente definida, antes da festa, e não pode ser mudada (ex: um padrinho-chave ou a cerimonialista). Eu coloco isso escrito mais como uma ressalva, pois é claro que se alguém me pedir uma música boa, que faça sentido na hora da pista, e eu concorde, eu vou tocar, porque eu tenho essa liberdade de escolha de músicas. Mas é chato pra caramba vir TODA HORA alguém no som pra pedir músicas que não fazem sentido, e ainda fazer cara feia pra você se você disser que não conhece a música, ou conhece mas não tem no case. É bom ter essa cláusula que eu comentei presente no contrato, pois se o convidado reclamar com o noivo/noiva que você não acatou o pedido dele, você só faz essa relembrança da cláusula aos noivos, e tá tudo certo. Aí sim, se o noivo/noiva quiserem realmente que a música seja tocada, eles vêm falar com você eles mesmos, e ai você acata o pedido, se tiver a música no case, é claro. Meus contratos de festa são super mega detalhados com essas coisas, pra deixar bem claras as regras do jogo antes de começar, e para que eu não fique em nenhuma situação de aperto. 

PISTA VAZIA NO INÍCIO DA FESTA – doce ilusão do DJ ou dos noivos que acharem que a pista vai se encher de convidados mega animados e saltitantes de felicidade e alegria na primeira música que você tocar. Na festa de ontem especificamente, logo que a pista foi aberta pela primeira dança dos noivos, eles se preocuparam em primeiro fazer uma social com os convidados mais ilustres, antes de saírem "aloprando", riscando a pista de dança. Então eles fizeram a primeira dança, a segunda, e depois saíram pra falar com as pessoas, agradecer etc (até porque tinha MUITA gente de fora da cidade e do país, eu acho). Ficaram mais ou menos 1 hora fazendo isso, longe da pista. Bem... o que faz a pista encher são os noivos na pista, convocando as pessoas, e com os padrinhos também ajudando nessa tarefa. Sem isso, a pista não encher naturalmente, porque todo mundo tá sóbrio, ainda tímido, e também querendo relaxar, beber seu drink, observar as pessoas, as coisas. Ninguém começa a dançar loucamente, "do nada", só porque começou formalmente a festa. Uma forma de mitigar esse “problema” é, como já falei antes, colocando noivos/padrinhos pra dançar desde o início, e também colocando um estilo musica que agrade os mais velhos, como Disco Music dos anos 70 por exemplo. Os mais velhos têm um relógio biológico diferente, eles começam a festa mais cedo e acabam mais cedo (vão embora antes, etc), têm menos inibição (pela experiência de vida, etc), e raramente saem à noite pra dançar como os jovens fazem, então eles estão ansiosamente aguardando o momento de ir pra pista balançar o esqueleto, ouvir e recordar aquele flashback sensacional que lembra a época de juventude, etc. Os mais velhos normalmente são aqueles que abrem a pista, então as músicas do início da festa têm que ser colocadas pra eles. Os noivos de ontem não quiseram de forma alguma colocar música dos anos 70 na festa, mesmo depois de eu insistir muito nas reuniões de briefing (afinal, a festa é deles, fazer o que??), então no início da festa os mais velhos não tiveram esse “call”, o que acabou por só começar a encher a pista no momento em que os noivos deixaram de fazer a social com os convidados e vieram pra pista. Em suma, sugiro alinhar as expectativas com os noivos com relação à pista cheia no início da festa fortemente atrelada à necessidade presença deles nela, e à música Disco dos anos 70 para atrair os mais velhos. Depois que a pista estiver cheia, aí você pode ir tentando outras coisas, passar o ritmo pra alguma coisa dos anos 90, um samba-rock, ou algo que o valha. 

RADIO EDIT x EXTENDED MIX – uma coisa importante num casamento é não tocar uma música muito longa por muito tempo, porque as pessoas enjoam. Tem que ficar alternando de música o mais rapidamente possível, a cada 3 minutos, eu diria. Dessa forma, se você tem no seu case EXTENDED MIXES de 8 minutos, que têm 2 minutos só de introdução (fora a música em si, que é gigante), comece a pensar em comprar músicas radio edit ou versões mais curtas, pois caso contrário você terá que mixar a música no meio (depois do primeiro refrão, digamos). O ideal mesmo é ter versões curtas pra não ter que fazer isso, porque algumas vezes a mixagem feita no meio da música pode ficar esquisita (normalmente fica). Eu geralmente mantenho duas versões, uma mais longa e uma mais curta, mas em 99% dos casos acabo usando a mais curta mesmo, de forma que, na dúvida, mantenha sempre que possível no case a versão mais curta.  

COMUNICAÇÃO COM OS RESPONSÁVEIS DURANTE A FESTA – na festa de ontem, especificamente, senti alguma dificuldade disso. Primeiro porque o som estava bem alto, e era difícil ouvir e ser ouvido. Segundo porque o cerimonial era confuso e desorganizado. Tinha duas meninas que falavam comigo, alternadamente, e às vezes as mensagens trocadas e os comandos/direcionamentos eram diferentes. Os amigos do noivo por exemplo quiseram entrar no meio da festa com instrumentos de percussão pra fazer uma batucada de samba. Isso foi combinado na hora, ok, mas as duas cerimonialistas se alternavam pra vir falar comigo sobre o assunto, e cada hora uma falava uma coisa, e acho que elas não se comunicavam entre si... Foi uma confusão só pra combinar o horário exato que eles iriam entrar, se era antes do funk, depois do funk, qual era a “deixa” etc. Outro problema foi o horário de fim da festa. Primeiro (antes da festa) fiquei sabendo que a festa terminaria 24h, e me programei para tal. Quando cheguei lá, recebi uma folha impressa com a programação, que dizia 23h30, mas ao discutir o cronograma com cerimonial e noivo, imediatamente antes da festa, eles falaram que ia acabar indo até 24h. Quase no final da festa recebi a informação de uma das cerimonialistas de que a mesma teria que acabar 23h30, senão pagaria hora extra. Logo depois a outra veio e falou que poderia ir até meia noite, mas que 10 minutos antes de meia noite eu deveria tocar uma música pra expulsar a galera (tipo New york, New york). Ai depois veio a outra de novo perguntando porque eu nao tinha desligado o som ainda, pois já tinha passado de 23h30! CACETA! As duas não conversam entre si, e eu que fico de f*dido no meio da história, sem saber o que fazer, sem orientação correta. Acabou que no final das contas eu toquei o máximo possível (pelos noivos!), ou seja, música normal até 23h50, e depois a saideira New york New york. Se alguém pagou multa ou hora extra, não sei. Só sei que eu segui sempre as instruções mais recentes que me foram passadas. Mas é importante sempre determinar com o máximo de clareza e objetividade quem é o responsável por passar os comandos da festa (volume, músicas, hora de começar, terminar, etc), preferencialmente que seja uma pessoa só, do cerimonial. E falar com os noivos é muito difícil, eles estão sempre ocupados, esqueça essa ideia. 

IR AO BANHEIRO – Desta vez, por acaso, não levei um DJ substituto pra tocar, no caso de minha ausência pra ir ao banheiro, por exemplo. Dá pra fazer isso? Dá... Mas é complicado, sobretudo se você for beber uns drinks alcoólicos/diuréticos, ou se tiver problema intestinal crônico (por sorte, não é o meu caso). O banheiro da casa de festas de ontem era individual, ou seja, cada pessoa ocupava o banheiro por vez, e nenhuma outra poderia usar enquanto isso. Apesar de ter uma quantidade de banheiros maior do que 1, ainda assim havia fila na porta. E o banheiro era longe da pista, não dava pra ir e voltar toda hora. Eu só fui ao banheiro uma vez durante as 6 horas de festa, acho que porque eu suei muito, por sorte. O “staff” da festa até tinha um banheiro teoricamente exclusivo pra usar, mas os convidados estavam usando esse também, então todos estavam quase que o tempo todo ocupados. Por pouco não passei um sufoco, graças ao fato de não ter bebido álcool. Se tivesse que ir ao banheiro toda hora, tava ferrado. É bom também “mapear” esse processo antes da festa, saber quantos são e quais são os banheiros, onde estão localizados, se você tem a “prerrogativa de furar fila”, se tem algum banheiro alternativo pra usar em caso de emergência, etc. Pense sempre no pior cenário (caganeira, fila, etc), e tenha uma solução alternativa.

BACKUP DE EQUIPAMENTOS – o pessoal de som e luz (Let’s Groove) levou, a pedido meu, um case com CDJ e mixer, para o caso da minha Controladora ou Mac falhar. Antes da festa começar eu já espetei meus pen drives nos CDJs, testei cada um deles minuciosamente, relembrei os botões importantes do CDJ e do mixer, enfim, dei uma testada geral no som, nas mixagens. Inclusive a minha controladora foi ligada diretamente em um dos canais do mixer da Let’s Groove, que por sua vez estava ligado diretamente ao som, em brigde. Ou seja, se minha controladora falhasse, era só dar um passo para o lado e apertar o PLAY no CDJ, pois tudo já estaria engatilhado e pronto pra tocar imediatamente. Também acho importante levar headphones extras. O meu Sennheiser resolveu falhar um dos lados, intermitentemente, no meio da festa. Imagina se os dois lados falhassem? Como eu ia mixar sem headphone? Nessa festa eu tinha levado um headphone auxiliar, mas na hora de separar o equipamento em casa quase deixei ele de lado. Não faça isso! Leve 2 headphones! Aliás, leve TUDO dobrado, se puder, pois quem tem 2 tem 1, e quem tem 1 não tem nenhum. 

Pra concluir a minha análise de prós/contras dessa minha última performance e deixar as dicas para os DJs novatos, e fazer os comentários de cada item individualmente, gostaria de dizer que foi novamente uma experiência sem igual tocar num casamento, que certamente vai me ajudar nas festinhas menores, e que talvez me proporcione tocar em mais e mais festas de casamento, que eu gosto tanto. É claro que o DJ tá sempre aprendendo, mas da minha parte pelo menos sempre me esforcei ao máximo pra fazer o melhor possível, tocar as melhores músicas, fazer as melhores mixagens, e manter a pista cheia e animada. Espero que na cabeça dos convidados e dos noivos eu tenha sempre obtido sucesso no meu objetivo. E que venha o próximo casamento!

quarta-feira, novembro 07, 2012

COMO EXPORTAR SUAS MUSICAS MP3 DOS CRATES DO SERATO/ITCH

Primeiro vou explicar de onde surgiu essa minha necessidade, pra você entender melhor o contexto. O que acontece é que eu vou tocar num casamento no próximo final de semana, obviamente usando minha controladora DDJ-S1 e meu MacBook como fontes de áudio. Apesar de a minha controladora e o meu Mac nunca terem dado qualquer problema até hoje, fiquei um pouco preocupado com essa remota possibilidade, já que um casamento não é uma festinha comum, o som simplesmente não pode falhar.

Como backup, solicitei ao fornecedor da festa que deixasse à disposição para meu uso 2 CDJs-400 e 1 mixer da Pioneer. Ele mesmo sugeriu também que eu ligasse a controladora direto em uma das entradas do mixer, e o mixer por sua vez fosse ligado ao PA, pois caso acontecesse algum problema na controladora ou no Mac, o sistema de som auxiliar já estaria diretamente ligado ao PA, bastando escolher a próxima música neste sistema auxiliar e apertar o PLAY, e a festa continuaria.

O lance é que eu preparei vários crates no Serato/ITCH, um para cada estilo musical que eu iria tocar na festa, já com as músicas pré-selecionadas (em função das reuniões com os noivos), já em ordem de BPM ou preferência pra tocar antes, etc. Tudo organizado. Mas para que eu pudesse utilizar o sistema de backup (CDJ + mixer) eu teria que optar por: (a) gravar CDs de audio; (b) gravar CDs de mp3 ou (c) copiar as mp3 para pendrives e utilizá-los diretamente nos CDJs. A minha opção foi a (c), por ser infinitamente mais fácil e rápida. Até porque muito provavelmente eu nem usarei esse backup, então não valeria a pena investir muito tempo nele.

Mas aí que surgiu o problema: como fazer para exportar automaticamente todas as mp3 que estavam dentro dos crates para um pen drive? Por sorte encontrei um post na internet que explicava parcialmente como esse processo funciona. Retirei as informações deste site aqui: http://serato.com/forum/discussion/574537 

O importante a acrescentar nas informações que tem neste fórum é o seguinte: quando você COPIA as músicas de um determinado CRATE para uma PASTA dentro de um pen drive, ele DUPLICA as músicas que estão dentro do crate, ou seja, ele mantém as "x" músicas que já estavam no crate, e acrescenta estas mesmas "x" músicas de novo, só que utilizando como arquivos mp3 FONTE os arquivos pra onde você fez as cópias, ou seja, do PEN DRIVE.

Isso significa que se você tinha 10 músicas no crate, e aí foi lá e fez a cópia destas 10 músicas pra determinada pasta de determinado pen drive (utilizando o processo que tem nesse link que eu postei), o serato vai deixar agora um total de 20 músicas no crate, ou seja, o dobro, sendo que serão as 10 que já existiam antes de você copiar, e as 10 cópias que você gravou lá no pen drive.

Pra corrigir essa duplicidade indesejada, eu acrescentei uma coluna a mais nas informações que o Serato/ITCH exibe sobre os arquivos, que se chama "Location". Essa coluna diz o disco e a pasta da mp3 de origem de cada música que você tem no crate. Ai eu cliquei na barra de Location (depois de inserida), pra ordenar as músicas do crate em função da pasta, e deletei as 10 cópias indesejadas (as que estavam no pen drive), mantendo só as cópias originais que estavam no meu HD, antes de eu mandar copiar.

Assim, no final das contas, esse processo facilitou bastante porque o Serato já fez todas as cópias de músicas pra mim, dos crates que eu queria para as pastas que eu indiquei. Assim, eu não tive que buscar música por música, pasta por pasta (porque meus crates são formados por arquivos mp3 de diferentes pastas no HD, então imagine o trabalho que isso ia me dar!), apenas indiquei ao Serato/ITCH quais músicas queria copiar, e ele mesmo buscou cada mp3, uma por uma, na fonte (no HD), e copiou para o pen drive (local que eu indiquei). A única trabalheira foi a de inserir esse campo "Location", ordenar as músicas por ele, e deletar as que tinham ido pro pen drive, ficando só com as originais.

Esse recurso me ajudou MUITO, e acho que pode ajudar também muita gente aqui no Brasil que precisa dessa dica/informação em Português.

No mais, só acrescento o seguinte: quando fizer esse tipo de processo, faça antes um backup completo do seu Mac (Time Machine), pois se ocorrer algum problema, você tem como voltar tudo ao que era antes. E também execute essa tarefa com o máximo de calma e cuidado, pois uma desatenção pode fazer você deletar todas as músicas do seu crate sem querer! Boa sorte.

quarta-feira, outubro 03, 2012

NOVA CONTROLADORA PIONEER DDJ-SX

E viva a obsolescência programada no ramo da música, mais especificamente no ramo dos equipamentos para DJ. Menos de um ano depois que eu comprei minha controladora DDJ-S1, a Serato lança com a Pioneer a DDJ-SX, com um visual muito mais impactante, uma porrada de função adicional como pad de efeitos mais extenso no próprio hardware da controladora, um pad também para usar samples e cue points, e um bando de outra coisa. Porra, assim vai ser foda ficar atualizado, se tiver que comprar uma controladora nova por ano... Antigamente você comprava um CDJ-100s e ele durava 10 anos! PQP. Valeu Pioneer!

Link para o site do produto: http://serato.com/dj/pioneer-ddj-sx

quarta-feira, junho 20, 2012

EXIGÊNCIAS DE CONTRATO DE STEVE AOKI

Vi uma reportagem em um site na internet que mostra as exigências de um DJ chamado Steve Aoki pra tocar numa festa. Vejam que coisa mais RIDICULA!




"Barco inflável" é sacanagem. Também não entendi porque é que caixas ativas não podem ser usadas como monitor... Será que ele acha que toda caixa ativa é ruim? E uma RCF, JBL ou Turbosound, também? Peraí hein?


Fonte: http://www.psicodelia.org/noticias/confira-a-lista-de-exigencias-de-steve-aoki-para-tocar

quarta-feira, março 28, 2012

NOVA TABELA PARA CONTRATAR UM DJ

Saiu a tabela mais atualizada. Veja qual tipo de serviço você quer, e o preço correspondente. Clique na foto pra ampliar :)



terça-feira, março 06, 2012

AFINAL, O QUE É SER DJ?

Afinal, o que é ser DJ? Quais são os parâmetros que definem se você é ou não é um DJ? Tem que viver exclusivamente da profissão e não fazer nenhuma outra atividade remunerada? Tem que tocar com vinil (ou pelo menos saber tocar com ele)? Tem que ter no mínimo 10 anos de experiência? Tem que ter equipamento próprio, tem que ter carregado caixas de som? Tem que saber fazer scratch? Tem que ter tocado em várias casas noturnas famosas? Não pode usar o auto-sync na hora de mixar?


Bem, eu também não sei quais são as respostas pra essas perguntas. Se tiver que ter toda essa experiência aí, eu também não sou DJ, igual a muita gente que toca, mas não é DJ porque não cumpre com os requisitos mínimos. Aliás, eu fiz questão de quase nunca usar "DJ" no meu nome, nem antes nem depois de "Marcelo KPZ". Eu sou Marcelo KPZ, que faço festas pros meus amigos, e pronto. Sou o cara, no meio de uma galera, que resolveu ir além de baixar músicas no computador (porque isso todo mundo faz, e alguns até melhor do que eu) pra tocar no Windows Media Player ou no iTunes, e empatar milhares de Reais pra comprar um equipamento profissional.


Tem muito DJ no mercado que fica puto com essa história de "fulano ex-BBB ataca de DJ e cobra 15 mil pra tocar numa festa". Eu sinceramente acho que a música pode ser tanto um hobby quanto uma profissão. Isso vale não só para DJs, mas também para músicos que tocam instrumentos como guitarra, baixo, bateria, etc. Eu acho estranho, porque eu nunca vi um guitarrista reclamar que "agora qualquer um ataca de guitarrista", e ficar puto porque todo mundo tá comprando guitarras, aprendendo a tocar vendo video-aulas no youtube, ou aprendendo com um amigo. Então, tem gente que usa a música como hobby, e tem gente que usa a música como profissão. Os profissionais vivem daquilo, que estudaram mais a fundo, treinaram muito mais, então cobram o cachê de um profissional. Os que têm a música como hobby, obviamente cobram um cachê muito mais barato. 


No meu caso, a música é um hobby e também uma profissão. Começou como um hobby quando eu era adolescente, mas como é um hobby caro, aos olhos dos outros tornou-se uma profissão também, pois eu passei a cobrar pra fazer festas. Mas por que? Porque é impossível você fazer uma festa pra alguém levando R$ 20 mil em equipamento e não cobrar nada, nem mesmo o custo de manutenção (preventiva + corretiva), a gasolina do teu carro, e principalmente a depreciação do equipamento (que com o tempo vai requerer que você faça novos investimentos). E o tempo que você gasta em casa arrumando as coisas, testando, carregando pra cima e pra baixo, estragando a sua coluna vertebral, consumindo o tempo livre que você poderia estar investindo em outras coisas? Pois é, existe um custo pra se preparar uma festa, e esse custo não é nada baixo.


Se bem que fazendo as contas na ponta do lápis praticamente tudo o que eu ganhei de dinheiro tocando até hoje eu re-investi em novos equipamentos, mais modernos, mais potentes, etc., ou seja, a conta meio que "zera". Acaba sendo um hobby, uma coisa divertida, que me dá prazer, que é meio que financiada pelos clientes (a parte pecuniária). Mas eu também tenho um ônus para me divertir, pois como falei logo acima, gasto tempo preparando o evento, e sobretudo tenho um trabalho do cacete carregando peso, e também correndo riscos (vai que alguém bate na traseira do meu carro e amassa minhas caixas JBL que lá estão? Quem vai pagar por isso sou eu, obviamente).


Aliás, eu também tenho meus critérios para avaliar se alguém pode merecidamente usar a alcunha de DJ. A primeira coisa que eu reparo é se o "DJ" sabe mixar, e se sabe mixar bem, se tem segurança pra fazer o que está fazendo. Pra mim é fundamental que o DJ tenha um bom ouvido e saiba mixar sem usar recursos visuais ou automatizados (como Virtual DJ, Traktor, esses lixos). O segundo critério é que, no caso de um DJ que toque para agradar o público (ou seja, um DJ "comercial"), como DJs de casamento, por exemplo, saiba escolher as músicas adequadas para cada momento da festa, saiba lidar com as ansiedades do público, e também saiba interpretar os sinais que a pista dá quando executa determinado tipo de som. 


Acho que esses dois critérios são suficientes pra dizer que alguém é DJ. Se o cara sabe mixar e sabe escolher boas músicas, não importa qual equipamento ele use, qual software, qual CDJ, se usa vinil ou não, se usa fitas K7, etc. Também não importa se ele já tocou em alguma casa noturna famosa, se vive da profissão, ou qualquer outra coisa. Pra mim basta que saiba mixar e que saiba escolher as músicas certas pra tocar. O resto é o resto.


Mas é claro também que, quando alguém que é DJ e tem uma técnica apurada como a que eu mencionei acima, essa pessoa quase que sempre vai ter um equipamento à altura. Eu nunca vi um DJ com excelentes habilidades mixando com um Virtual DJ pirateado, ou com um mixer Behringer entry-level. Mas já vi muito o contrário, vagabundo que não faz idéia de como se mixa uma música com a outra usando equipamento bom, ou mesmo um Virtual DJ da vida... O lance é que não dá pra julgar 100% dos casos pela aparência do equipamento, mas é quase certo que se o equipamento for "improvisado", digamos assim, o DJ na realidade não seja DJ de verdade, e ainda tenha que aprender a sê-lo. Se o equipamento for bom, não dá pra dizer se o DJ já é DJ mesmo ou não.


Eu acho importante evitar rótulos, e avaliar caso a caso, com calma e serenidade (se é que você realmente perde tempo avaliando isso, mas...). Eu acho que não se deve ter preconceito com os colegas de hobby ou profissão (DJs x DJs), e as chances devem ser dadas a todas as pessoas, pois em última instância, quem é o responsável por fazer essas avaliações, definir quem é DJ e quem não é, e decidir de quem contratar os serviços, sejam de pura discotecagem ou de aluguel dos equipamentos necessários também, são os clientes. Então, se o cliente quer contratar o DJ Jesus Luz, mesmo que ele não saiba tocar, deixa ele! Se o cliente prefere contratar o amigo dele que não sabe tocar direito, mas é "da galera", ou tem um equipamento fodão, deixa ele também... a decisão, no final, cabe a quem tá no final da "cadeia alimentar": quem tem o dinheiro na mão.

segunda-feira, março 05, 2012

LED PISO DE PISTA

Nunca tinha visto antes (fora de nightclubs), mas vejam só essa novidade dos meus parceiros da Let's Groove. Realmente dá um outro visual pro evento.


segunda-feira, janeiro 30, 2012

HARDCASE PARA PIONEER DDJ-S1

Depois de procurar bastante, pesquisar, etc, e por indicação do Sergio, da Panda Import, acabei mandando fazer o meu harcase pra controladora DDJ-S1 na Som Case. Nem preciso falar que recomendo de olhos fechados qualquer uma dessas duas empresas, que têm o foco total no cliente, e sempre se responsabilizam por qualquer problema que der em qualquer aparelho ou peça por eles vendido. Pelo menos comigo foi sempre assim.

Os caras da Som Case fizeram um projeto super personalizado pra mim, levando em consideração cada detalhe milimétrico da controladora, cada ângulo da borda, etc, de forma que o aparelho fica super bem fixado ao case, não balançando, não tocando com nenhuma parte móvel (knots, sliders, jog), ou seja, garantindo totalmente a integridade do mesmo. Eles alugaram uma controladora igual à minha só para tirar as medidas, e garantir que o aparelho ficaria 100% bem encaixado. Serviço rápido e de primeira linha. Veja as fotos abaixo e tire suas conclusões.


terça-feira, janeiro 24, 2012

QUAL O MELHOR BITRATE PRA UMA RADIO ONLINE?

Outro dia me deparei com essa questão durante meu desenvolvimento do projeto de uma rádio online. Procurei vários artigos na internet, e achei dois interessantes, um da Wikipedia e outro de um cara chamado Paul Philbeck. Esse último é um artigo bem simples, mas explica de forma sucinta a diferença que pode fazer na qualidade e no tamanho do arquivo final quando você varia o bitrate (128, 96, 64, 56, 48 kbps), a frequência (44, 22hz) e o modo de encode (stereo ou mono).

Antes, eu estava transmitindo a rádio em 128 kbps, 44hz, stereo. O arquivo ficava simplesmente gigante. Fiz alguns testes e comecei a diminuir o bitrate, e para cada um deles fui tentando em stereo ou mono. Ao variar o stereo/mono, a frequencia também variava. Por exemplo, a 56 kbps eu gerei dois arquivos, um 44hz em mono, e um em 22hz em stereo. Os dois arquivos ficaram exatamente com o mesmo tamanho, só que o arquivo em mono tinha muito mais qualidade que o arquivo stereo. A única diferença é que era um canal só.

Acho que não existe uma regra fixa para isso, porque depende de que tipo de projeto você está fazendo, do nível de exigência de qualidade do ouvinte final, do orçamento que você tem pra investir em banda de transmissão e também das limitações de banda de recebimento desse streaming do lado do ouvinte. De qualquer forma, o importante é entender como funciona essa mecânica de variação de bitrate, frequencia e quantidade de canais e testar a mp3 em diferentes computadores, com diferentes sistemas de som e com diferentes tamanhos de banda, e availar qual é o melhor modo para o seu projeto.

No meu caso, fui testando as diferentes possibilidades, e cheguei a 48 kbps, 44hz, mono. Achei o streaming com uma qualidade muito boa, e o arquivo final ficou com apenas 35% do arquivo original em 128 kbps, 44hz stereo que eu estava usando. Ou seja, uma perda de qualidade relativamente pequena, digamos assim, para uma economia de 2/3 de banda.

terça-feira, dezembro 20, 2011

DEMONSTRAÇÃO DA CONTROLADORA PIONEER DDJ-S1

Achei esse vídeo aqui no youtube com uma demonstração da utilização da controladora DDJ-S1 da Pioneer. O legal é que o DJ usa e abusa dos cue points, pra quem gosta de fazer apresentações ao vivo, e também demonstra as funcionalidades do JOG pra fazer scratches.


domingo, dezembro 18, 2011

COMO VENDER SEUS EQUIPAMENTOS DE SOM PARA DJ

Há mais ou menos 3 meses atrás eu tinha uma extensa lista de equipamentos de som para DJ, usados, aqui em casa, e pretendia me livrar deles. Consegui vender quase todos, e hoje só falta vender um dos itens (uma central de efeitos da Korg, modelo Kaoss Pad 3). Todos os outros foram vendidos.

Mas não foi uma missão fácil (embora nem tenha acabado ainda)... Pelo contrário, foi muito penosa, chata, dificil. Tinha horas que eu achava que nunca ia conseguir vender, e até pensei em aceitar a proposta de um amigo DJ que fez uma oferta no "pacote completo" com 40% de desconto, o que pra mim era demais. Achei melhor continuar anunciando os produtos nos sites de venda de produtos usados do que passar tudo pra frente de uma vez por quase pela metade do valor real deles. A persistência valeu a pena.

Acho que uma série de coisas influenciam a sua chance de vender um produto usado, e pra quem tá passando por situação semelhante, deixo aqui algumas dicas importantes que podem ajudar nessas horas de sofrimento.

1) Anuncie em vários sites e fórums ao mesmo tempo -- existem várias "comunidades" no Orkut e páginas e fan pages no Facebook específicas para compra/venda de equipamentos de som usados, é só procurar. Lá você pode encontrar possíveis interessados, e é um lugar que não cobra taxa de anúncio nem comissão de venda. Além disso você pode fazer novos contatos, trocar informações sobre equipamentos, e "falar" diretamente com o seu públic-alvo. Também é possível anunciar nos 3 maiores sites de vendas de produtos usados do Brasil, que são o Mercado Livre, o OLX e o BomNegocio.com. O Mercado Livre é o que eu menos gosto, porque cobra comissão e taxa de anúncio, e te obriga a usar o Mercado Pago, que é uma porcaria (além de ser ilegal, pelo fato de ser venda casada -- dizem!). Recomendo anunciar nos três pra ter uma visibilidade maior. 

2) Explique detalhadamente o estado do produto -- acho que o interessante neste caso é demonstrar ao comprador que você é uma pessoa extremamente cuidadosa (se for o caso, claro). Eu, por exemplo, procuro deixar claro que mandei fazer um hardcase da melhor qualidade pro equipamento (e que nunca saiu de casa sem o case), que tenho as caixas e manuais originais (pra provar que fui o primeiro dono, e que sou organizado, cuidadoso e zeloso), que nunca aluguei/emprestei o equipamento para terceiros (era pra uso próprio), e também procuro explicar que tipo de evento e com qual frequência eu os realizava (assim o comprador tem uma noção da "kilometragem" do aparelho). Também procuro informar se já realizei alguma manutenção, seja preventiva ou corretiva, se as peças são todas originais ou não, e também procuro colocar o máximo possível de fotos (do próprio aparelho, e NÃO de similares tiradas da internet), com a melhor resolução, para que o comprador possa ver e analisar todos os detalhes. Se possível também faça vídeos mostrando as funcionalidades do aparelho.

3) Faça um "follow up" no comprador, caso ele faça uma pergunta sobre o produto e logo depois "suma do mapa" -- eu costumo guardar os emails com as perguntas que me fazem, e uma vez por semana eu dou uma olhada nesses emails vendo quais foram as últimas informações passadas pelos possíveis compradores. Muitas vezes a pessoa dizia: "estou levantando uma grana, e segunda-feira que vem eu te procuro", mas raramente voltava a me procurar. O que eu fazia era justamente guardar esses emails e de tempos em tempos consultar pra ver se tinha alguém que tinha falado que ia retornar, mas não retornou. O meu papel era mandar um novo email perguntando: "e aí, resolveu alguma coisa?", ou um SMS, ou dar um telefonema, dependendo de cada caso. Acho que esse follow up ajuda bastante, porque se você não insistir até a pessoa falar "não, obrigado, eu não quero comprar", você nunca vai saber se ela realmente estava querendo comprar mesmo ou só queria encher o teu saco.

4) Tenha muita paciência -- essa é a dica mais importante. Como comentado no item 3, muitas pessoas que te procuram, na realidade, não têm a mínima condição financeira pra adquirir o aparelho que você está vendendo, algumas vezes, por milhares de Reais. Elas entram em contato com você e fazem uma oferta muito abaixo do valor do seu produto (vou comentar isso daqui a pouco), só por fazer, porque não tem dinheiro. Acho que o objetivo dessas pessoas é meio que fazer uma "masturbação mental", ou seja, elas ficam se imaginando comprando o seu produto de R$ 4 mil por R$ 1 mil (caso tivessem realmente R$ 1 mil), então elas ficam perguntando, negociando, pechinchando, fazendo ofertas malucas, mas no final das contas dali não vai sair negócio. Mas é difícil você detectar esse tipo de gente, então acho que o conselho é: pelo menos no início do contato, trate as pessoas com paciência, presteza, cordialidade, etc. Caso você detecte se tratar de um punheteiro cerebral, aí pode tratar o cara que nem comédia.

5) Tente vender o produto a um preço justo -- é difícil estimar o preço de uma mercadoria usada. Acho que basicamente o preço vai depender de uma série de coisas. Em primeiro lugar, caso o produto ainda seja comercializado NOVO, vale a pena conferir qual é o preço do produto Zero Kilometro na loja. Caso seja importado, é interessante analisar o preço de venda na loja aqui no Brasil, mas também o preço lá no exterior. Claro que nem todo mundo vai ter condição e tempo pra sair daqui do Brasil, pegar um avião pra Miami, comprar o produto lá e voltar; ou então comprar no Paraguai; mas tem muita gente que faz essa comparação, até porque hoje em dia tem frete aqui pro Brasil a um preço razoável. Geralmente a conta que se faz para se chegar ao preço do USADO em função do NOVO depende do tempo de uso, e do tipo de uso do produto. Se o uso for intenso, acho que vale a pena depreciar uns 20% por ano. Se for menos intenso, 15% ou 10%, dependendo do aparelho. Também é importante checar os preços dos concorrentes usados, e comparar com o seu. Lembre-se de levar em conta se o seu produto está muito bem cuidado ou não, o que poderia eventualmente justificar um preço maior do que o da concorrência. Outra coisa que influencia no cálculo do preço é a demanda do mercado, que tem épocas que está mais aquecida, menos aquecida, e isso também varia de acordo com a época do ano (em Dezembro as pessoas recebem seu décimo terceiro salário, então é uma época boa pra vender).

6) Não aceite ofertas muito agressivas -- se você fez uma precificação justa no item 5, não há nenhum motivo pra aceitar uma oferta de mais de 10% de desconto. Na minha opinião, 5% é o máximo de desconto que se pode dar. Eu já acho 10% muita coisa (a não ser que o mercado esteja muito fraco). Eu sei que algumas vezes bate um desespero, porque você já anunciou seu produto há uns 2-3 meses, e poucas pessoas entraram em contato, e todo mundo fez uma oferta muito abaixo do seu preço, e ninguém se interessou muito. Mas talvez conseguir vender um produto específico para DJ seja difícil mesmo, de forma que o tempo total decorrido do seu primeiro anúncio até a concretização da venda pode levar até uns 6 meses. Tenha calma e paciência, e seja firme com o comprador explicando as vantagens do SEU produto (como o estado de conservação). Faça de 5% a 10% de desconto pra ele ficar feliz, mas tome cuidado com as ofertas de parcelamento, cheque, trocas, etc. Veja abaixo.

7) Cuidado com a sua segurança -- na hora de passar seus dados pessoais, receber as pessoas na sua casa, aceitar parcelamentos ou cheques. Para não passar nenhum perrengue, recomendo receber os possíveis compradores na portaria do seu prédio (caso more em prédio), e avise antes ao porteiro que você vai receber uma pessoa estranha na portaria, e que é para ele ficar prestando atenção em tudo. Ao passar o seu endereço, não divulgue o seu apartamento (só o número do prédio), ou com quem mora -- avise ao comprador que ao chegar na portaria você estará esperando ele. Eu não recomendo também, em hipótese alguma, fazer parcelamentos ou aceitar cheques. Conheço VÁRIOS casos de amigos diretos meus que venderam nessas condições e levaram um "tombo". O ideal é receber o dinheiro à vista, em mãos.

8) Se não conseguir vender um "kit", separe-o em peças menores -- eu estava anunciando há um tempo atrás um kit contendo 2 caixas de som, 1 amplificador e 1 equalizador. Eu recebia muitas propostas pra comprar só o amplificador, ou só o equalizador, etc., mas eu nunca aceitava, pois achava que não conseguiria vender as caixas separadamente -- o que é uma inverdade. Quando eu percebi que dificilmente conseguiria encontrar uma pessoa precisando justamente do kit completo, exatamente ao que eu estava vendendo, é que eu resolvi vender as peças separadamente. Dessa forma, se você tem um "kit", seja ele de caixas + amplificador, de CDJ + mixer, ou qualquer outro, anuncie também os itens separadamente, e pondere sobre a possibilidade de aceitar ofertas para a compra de uma parte dos itens do kit. Inclusive muitas vezes você vai conseguir até mais dinheiro vendendo todas as peças separadas do que se vendesse tudo junto num pacote só, pense nisso!

terça-feira, dezembro 13, 2011

REVIEW BRAZUCA (EM PORTUGUÊS) DA CONTROLADORA PIONEER DDJ-S1

Pra quem queria ver as funcionalidades e saber algumas dicas sobre a controladora DDJ-S1 da Pioneer, nosso amigo DJ e colaborador do blog Mr. Roque Junior gravou dois vídeos e colocou no youtube, e eu disponibilizo abaixo pra vocês. Sigam o canal dele no youtube para receber as atualizações das próximas partes do review. Bom proveito!


terça-feira, dezembro 06, 2011

ONDE FAZER SUA FESTA PARA ATÉ UMAS 100 PESSOAS

Muita gente costuma me perguntar indicações de lugares para comemorar o aniversário, e geralmente querem a mesma coisa: um lugar bem localizado, com bom serviço, preços de mercado, que tenha cartela individual para controle de consumo e que se possa levar seu próprio DJ. Bem, eu mantenho a lista abaixo há um bom tempo, e agora divulgo a quem interessar possa. A ordem dos estabelecimentos foi aleatória, não quer dizer que um seja melhor do que o outro. 

1) Espaço OX no Leme (subsolo de um quiosque). Nunca fui, mas muita gente já me falou bem de lá. Dizem que é meio claustrofóbico, porque fica no subsolo e não tem janelas. Mas teria que ir lá visitar pra ver se é isso mesmo, e como estão as condições atuais do local, pois não sei como é a conservação (isso deve ser fator de ponderação, pois afinal o negócio fica na praia, e num subsolo). Não sei do preço, da qualiadde do som, mas vale a pena confirmar, pois parece ser um lugar bacana.

2) Espelunca Chic em Ipanema (na Maria Quitéria -- mas acho que mudou o nome do local. É na quadra da praia, em frente ao Empório, e para no minimo 70 pessoas). Esse é o local onde eu mais toquei como DJ em festas de amigos meus. Antigamente o contato lá era o Elson, no telefone 2247-8609. O som lá pode ser colocado bem alto, e geralmente a festa pode acabar tarde. O sistema de controle é por cartelas. Eu gosto de lá.

3) Nanquim Restaurante em Botafogo (do lado do Espaço Oi, ou algo assim). O espaço é bem legal, grande, e tem algum equipamento de DJ para usar (não sei exatamente qual, mas creio que pelo menos amplificador e caixas de som, e acho que CDJ e mixer também). Não lembro se as biritas eram muito caras. O unico inconveniente da festa é que no inicio o som tinha que ficar um pouco mais baixo porque estava tendo um espetáculo na casa ao lado, e nao poderíamos atrapalha-los. Outra coisa ruim foi que a festa tinha horario determinado pra acabar, e eles nao deram nem 1 minuto a mais, entao o pessoal que fez a festa lá ficou meio puto. O som é muito bom e alto.

4) Mensateria na Barra (Restaurante, bem legal pra fazer festas, mas é LONGE da zona sul). Eu acho legal lá porque a infra é muito boa, tanto de comida, bebida, estacionamento, segurança, Etc. Eles têm um "kit festa" com decoração também, bem bacana. Tem televisões pra colocar fotos antigas suas, se voce quiser. O som pode ser bem alto lá, e tem um clima maneiro. O problema é que é na Barra (longe?), e eu acho que é meio caro o aluguel. Vale a pena confirmar os detalhes.

5) Literato Gourmet, em Ipanema (2 andares, ambientes separados, mas os preços são caros). Minha irmã fez aniversário lá, e quando você aluga o espaço voce tem direito a 2 andares. O andar de baixo tem mesas e cadeiras, televisão, funciona como um lounge, pras pessoas conversarem. O andar de cima é onde fica o DJ, e tem um bar mais voltado pra biritas, e tem o banheiro, e o clima de festa. O problema de lá é que não podia, pelo menos na época, colocar som muito alto, porque o teto é daquele tipo retrátil, então não confinava muito o som. Depois de certa hora de festa tem que diminuir consideravelmente o volume. O sistema de controle de biritas é por cartela, mas achei o tempo de espera para fazer o pagamento no caixa muito alto (só tinha uma pessoa atendendo). Outra coisa que ouvi pessoas reclamando é sobre o preço muito caro das biritas, parece que uma caipirinha era R$ 20, algo assim.


6) Hotel Ipanema Plaza (Cobertura). Parece que é o lugar com melhor visual e estrutura. Eles têm esquema de mesa de frios/quentes, etc. O som pode ser alto, mas até o limite que eles determinam, e justamente por isso, segundo eles, nao se pode levar o seu próprio DJ, tem que usar o DJ de lá mesmo. Deve ser o lugar mais caro de todos.

7) Ovelha Negra, em Botafogo. Trata-se de uma champanheria, na realidade. Eu não tenho certeza, mas acho que a casa não vende chopp e cerveja, por exemplo, mas só champagne. Sei também que pra fazer festa particular tem uns dias específicos na semana, e que o valor para fechar a casa para 100 pessoas era R$ 7 mil. Você pode levar seu próprio DJ, e a casa já tem sistema de P.A. (amplificador e caixas de som). A comida lá também é muito boa, tem uns quitutes irados.

quarta-feira, novembro 30, 2011

PRIMEIRO REVIEW DA CONTROLADORA PIONEER DDJ-S1

Hoje fiz o primeiro teste de mixagem na minha nova controladora Pioneer DDJ-S1. Gravei um set mixado de mais ou menos 1 hora, e já deu pra perceber bem os prós e contras do aparelho. Na realidade vou detalhar mais aqui nos pontos fracos, pois os pontos fortes são meio óbvios pra quem já conhece qualquer equipamento da Pioneer, eu acho. E outra coisa que vale ressaltar é que essa é uma primeira análise, uma primeira impressão. Talvez, com o tempo, e com o costume, alguns desses detalhes comentados sejam minimizados (até porque eu não conheço todos os recursos do software e da controladora de cabeça ainda, pode ser até que eu esteja falando alguma besteira aí abaixo, por desconhecimento mesmo).

1) Eu tenho o hábito de acompanhar as faixas que estão ENTRANDO pelo TIME ELAPSED, pra saber quando vai acabar o break e começar a música de fato, e as músicas que estão SAINDO pelo TIME REMAINING. Logo, a cada mixagem eu tenho que trocar de ELAPSED para REMAINING e vice-versa nos dois decks. Mas, pelo que eu vi, não existe um botão pra fazer isso diretamente pela controladora, mas só pelo software... ou seja, eu tenho que manter um mouse ligado ao laptop, ou utilizá-lo de forma a ter acesso ao mouse pad (e consequentemente ao teclado). Mas, pra isso ser feito, o laptop NÃO pode ser posicionado por baixo da controladora (uma das grandes propagandas feitas pela Pioneer), pois quando isso é feito o teclado e o mouse pad ficam inacessíveis. Merda. :)

2) Uma coisa pra tomar cuidado aqui: a "mini-wave" colorida que tem em cada deck, que mostra a análise gráfica da faixa de áudio que está carregada no deck, é uma coisa que pode confundir a questão do tempo que falta pra acabar a música. É que cada música tem um tempo total diferente da outra (3 minutos, 5 minutos, 8 minutos, etc), então a "quantidade de onda" que falta pra tocar ali pela mini-wave varia em extensão, de uma música pra outra. E aquilo ali também dá uma falsa idéia de tempo. Por várias vezes eu olhei pra ela, achei que faltava bastante tempo pra acabar, mas na realidade só me restavam algo como 30 segundos para realizar a mixagem.

3) Dependendo do modo de visualização que você selecionar, as informações apresentadas na tela ficam muito pequenas. Isso também depende do tamanho do seu laptop. Eu uso um Macbook Pro 13", então qualquer coisa ali naquela tela fica pequena, acredite em mim. Tem um dos modos lá que praticamente não dá pra enxergar o que tá escrito. E o pior é que você precisa muito olhar aquilo ali, para saber por exemplo em mais ou menos quantos % está o pitch que você está regulando pelo slider na controladora (a controladora nõa tem um display pra mostrar isso). Eu aconselho colocar o laptop bem na frente da sua cara, ou então usar um dos modos de visualização maiores.

4) Senti a falta também dos botões de FAST FORWARD e FAST REWIND que existem nos CDJs. Na falta deles, é necessário usar o NEEDLE SEARCH ou então colocar em VINYL MODE e sair rodando o jog pra frente ou pra trás, dependendo se você quer avançar ou retroceder. O problema de usar o NEEDLE é ele tem uma sensibilidade máxima definida (acho que só se move de 1/10 em 1/10 do tempo da faixa, o que é pouco), e isso é especialmente ruim nas faixas mais longas (um set mixado inteiro então, nem se fala). Já o problema de usar o JOG é que além de fazer um barulho ensurdecedor de SPIN no seu ouvido, fazer isso toda hora deve depreciar o jog em tempo recorde -- se você gosta do seu dinheiro, não faça isso. A única solução que eu encontrei foi a de usar o mouse direto na mini-wave da faixa de áudio que está carregada no deck, clicando no ponto da faixa que se quer acessar, mas isso novamente cai naquele problema de não poder usar o laptop por baixo da controladora.

5) O botão do MIXING CUE (pra escolher se quer ouvir no headphone mais o CUE ou mais o MASTER) é um dos que veio na controladora em "tamanho reduzido". Talvez a Pioneer tenha achado que esse botão não é muito utilizado pelos DJs. Mas eu, no caso, utilizo muito, pois às vezes quero ouvir a faixa que vai entrar SOZINHA, sem estar tocando com o MASTER. Pra mim, esse botão poderia ser maior, igual aos de equalização, por exemplo, pois do tamanho que ele é fica complicado de usar toda hora. Tinha que ser maior.


6) Reparei também que a barrinha do needle search fica muito exposta na controladora, sobretudo quando você vai precisar operar os controles de volume e equalização do microfone 1. Eu estava tocando e precisei mexer na equalização do microfone, e sem querer toquei na barra do needle search, o que fez a música "pular" de um ponto pra outro instantâneamente, estragando meu set. Tem que prestar muita atenção pra não pagar mico.


7) Por último, um comentário fanfarrão: a parte de cima do JOG é muito lisinha, e as bordas são de plástico DURO, e não MOLE, ou seja, tanto em cima quanto do lado a "pegada" não é boa, sobretudo se você estiver com a mão muito seca. A solução que eu encontrei, de imediatado, é dar uma lambida nos dedos pra deixar a mão mais grudenta. A solução de longo prazo é usar bastante a controladora pra que muita cerveja pingue em cima dela, e ela comece a ficar mais grudenta. :)


Observação final: lembre-se dessas questões de limitação do hardware, quando se faz necessária a utilização do teclado ou do mouse, no momento de adquirir um hardcase COM ou SEM plataforma para apoio do laptop por CIMA da controladora (porque ao usar o laptop por baixo a limitação é bem maior).

sexta-feira, novembro 25, 2011

REMOÇÃO DOS PÉZINHOS DA DDJ-S1

Você sabia que é possível remover os pézinhos da controladora DDJ-S1 da Pioneer? Eu não tinha visto isso em review nenhum na internet, mas dentro do próprio manual diz que você pode remover os pés, e aí a controladora fica com menos 3,5 cm de altura

Isso é útil se você pretende usá-la dentro do case, e desde que o case tenha aquele "tampo" pra apoiar laptop (ou seja, o laptop não precisa ficar com o teclado por baixo dela).

Parece pouca coisa, mas 3,5 cm x 30 cm x 70 cm correspondem a mais de 7 litros de volume que você vai economizar de espaço dentro de casa e no momento de fazer seu frete. 

A foto anexa tá meio ruim, mas dá pra ver a controladora com e sem os pézinhos.



quarta-feira, novembro 23, 2011

PRIMEIRO REVIEW DA JBL EON 515XT

Neste último sábado fiz uma festa num lugar aberto, para umas 100 pessoas mais ou menos, e utilizei minhas duas caixas recém-adquiridas JBL EON 515XT. Eu coloquei as duas suspensas sobre pedestais, mais ou menos na altura da cabeça, e liguei as mesmas usando em cada uma 2 pinos P10 mono (não balanceados), ou seja, cada caixa tinha os dois canais tocando.

No ápice da festa coloquei as duas com mais ou menos 70% da capacidade (através do controle de volume na parte traseira), e o som estava bem alto e forte (no mixer, estava batendo em 0 (zero) db, ou um pouquinho mais que isso). 

O grave da caixa não é muito profundo e definido (como num subwoofer), mas mesmo assim deu pro gasto numa boa. Ou seja, acho que nem vou comprar subwoofer, porque nem precisa necessariamente.

Claro que o som vai ficar MELHOR se usar um subwoofer, mas mesmo sem o sub já ficou bem legal. Um subwoofer decente aqui no Rio de Janeiro custa uns R$ 3-4 mil, e pesa uns 30 kg, acho que o custo/benefício não compensa. Mas vou fazer mais algumas festas antes de decidir.

terça-feira, novembro 22, 2011

ESPECIFICAÇÕES CYGNUS SA-5

Esta é a última página do manual do amplificador SA-5 da marca Cygnus, onde podem ser observadas as especificações de todos os amplificadores da linha SA da Cygnus, inclusive o SA-5. No futuro, vou dar uma scaneada em todas as páginas do manual e disponibilizar aqui.

Potência total em 4 ohms: 1500 watts RMS
Potência 4 ohms por canal: 750 watts RMS
Potência 8 ohms por canal: 490 watts RMS
Resposta de frequência: 20Hz - 80kHz
THD (medido em 8 ohms): <0,002%
Distorção por intermodulação: <0,03%
Fator de amortecimento: 500
Sensibilidade de entrada: 0,650V
Impedância de entrada: 20 kohms
Relação sinal ruído: 98 db
Proteção contra curto: sim
Proteção temperatura: sim
Consumo em repouso: 95 watts
Consumo máximo: 2000 watts
Separação de canal: melhor 80 db
Peso: 19,4 kg

Clique na foto abaixo para melhor visualizar:



sexta-feira, novembro 18, 2011

HARD CASE PARA DDJ-S1 DA PIONEER

Adquiri recentemente (mas ainda não chegou) a controladora da Pioneer DDJ-S1, e já estou me adiantando pra comprar um hard case pra ela. Impressionante como quase ninguém aqui no Brasil tem essa controladora, e mais ainda, quase não existem fornecedores de case pra ela. 

Só consegui encontrar os 3 modelos abaixo (de 2 fornecedores), sendo um deles sem apoio para laptop, e mesmo assim não dá pra ver direito se protegem adequadamente no interior... Alguém tem alguma idéia de onde comprar isso?

Modelo 1 - Universal Cases
Link: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-209733874-flight-case-para-pioneer-ddj-traktor-_JM


Modelo 2 - Case Sound
Link: http://www.netserv19.com/ecommerce_site/produto_106208_1489_CASE-P--MIXDECK--DDJT1--DDJS1-C--PLATAFORMA-PARA-NOTEBOOK


Modelo 3 - Universal Cases (sem apoio pra laptop)
Link: http://www.universalcases.com.br/cases-e-maletas-para-djs/controladoras/flight-case-para-pioneer-ddj-s1-serato.html