Segunda-feira, Maio 18, 2009

WARUNG IN RIO – o review

Sábado passado já estava “de malas prontas” pra dar um pulo na tradicional festa Stereozero, no 00, quando me ligaram oferecendo um convite 0800 pra festa Warung in Rio (já tiraram o hot site do ar, mas era http://www.warungrio.com.br/). Na hora fiquei meio na dúvida, mas acabei optando por dar uma chance à festa do club Catarinense, que seria realizada no Espaço Ação da Cidadania, no Centro do Rio. O fato de já ter estado no Warung em 2007, ao som do Deep Dish, contou bastante no momento da decisão. Quem já esteve lá sabe muito bem o que eu estou falando...

Antes de mais nada, já sabia de antemão que seria muito difícil pra qualquer organizador de eventos, por melhor que fosse, imitar aqui no Rio de Janeiro o clima do Warung, que é único. Segundo porque o local original do club em Itajaí-SC é muito diferenciado (entre o mar e a montanha, no meio da mata virgem) e de arquitetura e acústica únicas. E sem querer diminuir a mulherada carioca, a freqüência de lá é composta por um time de peso: gaúchas, catarinenses, paulistas endinheiradas, etc. Fica realmente difícil de equiparar.

Bem, já chegando no local do evento, descobri que meu convite era VIP, o que dava direito a ficar num local cercado exclusivo, mais próximo ao palco. Na realidade acho que a área VIP cobria mais de 50% da área útil da festa, ou seja, fiquei pensando no coitado do caboclo que comprou o ingresso “comum” e teve que enxergar os DJs de binóculos (ou não). Se eu tivesse comprado o ingresso com o dinheiro que vem do meu bolso, provavelmente seria um desses, e estaria muito puto!

E dentro da área VIP tinham umas áreas mais VIP ainda, acho que eram os camarotes, onde tinha um segurança em cada entrada, várias biritas liberadas lá dentro, e visibilidade ainda mais privilegiada ao palco onde os DJs se apresentavam. Sorte de quem estava lá dentro, porque pra quem era um cidadão mortal habitante da área VIP, comprar uma bebida, ou pior, tentar pega-la, foi o desafio do dragão.

As filas do caixa estavam gigantes e apertadas, e o bar do lado direito (pra quem estava olhando da platéia para o palco) estava com apenas 2 cidadãos perdidos e mal informados servido as biritas, o que fez com que as pessoas praticamente saíssem no tapa pra conseguir alguma coisa. Nunca vi um atendimento tão ruim – parecia até choppada de faculdade. Só depois de muito tempo chegou um terceiro elemento que parecia ser mais safo (um supervisor?), e a coisa melhorou um pouco.

Quanto aos DJs, não achei nada demais, e já sabia que seria assim. O aparato sonoro do local também não era lá essas coisas, e acho que a péssima acústica do local colaborou negativamente neste ponto – o pé direito é muito alto. Mas isso não é justificativa, em hipótese alguma, afinal já ouvi sons perfeitos em eventos realizados em locais abertos, ou com pé direito bem alto (como o Skol Beats em SP, por exemplo).

Resumo: atendimento horrível, som meia boca, público esquisito. Warung de novo, agora só no Warung.

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